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24.7.12

plantar ananás

Uma das plantas que mais tenho plantado, quer na Finca Tocori Verde, quer na Finca Amanecer, é o ananás. A Costa Rica é um dos maiores produtores de ananás mas o ananás para exportação não é o mesmo que eu tenho comido e plantado. O ananás para exportação é plantado em hectares onde só há ananás, o solo desnutrido é "injectado" com pesticidas e fertilizantes. Na Europa, normalmente o ananás é bastante ácido, isso acontece porque a fruta é colhida verde e não amadurece na planta. O Eric é alérgico ao ananás mas aqui ele tem comido sem qualquer reacção alérgica. O ananás é tão doce que é uma sobremesa em si mesmo :)
a coroa do ananás pode ser plantada, quando retiramos algumas folhas, podemos ver as raízes

a flor do ananás

ananás com fruto (com coroa que pode ser plantada) e um "filhote" que deve ser retirado da planta e plantado

as plantas de ananás dão-se bem com outras plantas, não dá para ver mas cresce culantro (uma especie de coentro selvagem) ao lado do ananás

18.5.12

viajante sustentável

Vivemos num mundo globalizado... não sei muito bem explicar este termo ou se o compreendo totalmente. Mas com certeza um reflexo desse mundo globalizado são as viagens que fazemos. Viajar tornou-se tão banal e para algumas pessoas é mesmo um estilo de vida (nos últimos anos tem sido para mim). Nestes últimos 2 meses conhecemos pessoas que estão a viajar pelo mundo há mais de um ano, alguns dizem que vão fazer uma pausa no Natal para estar com a família :)
Li algures que "viajar é das poucas coisas em que se pode gastar dinheiro que realmente nos deixa mais ricos." Mas viajar também pode ter um impacto negativo, principalmente no ambiente e comunidades locais. Não é preciso ir muito longe, basta pensar em algumas vilas algarvias e isso acontece em quase todo o mundo. Há um grande risco no turismo globalizado, o risco da perda de autenticidade.
Mas acredito que é possível viajar e ter um impacto positivo (em nós e nos outros). Há algumas "regras" que tento seguir (seja no estrangeiro ou em Portugal):

  • Não deitar lixo no chão, reciclar sempre que possível (parece óbvio mas não é raro ver garrafas de coca-cola em áreas protegidas)
  • Não alimentar a vida selvagem (o macaquinho não vai morrer se não lhe der a bolacha, ele vai morrer se o seu habitat natural desaparecer)
  • Comprar em mercados locais em vez de supermercados.
  • Não comprar produtos em vias de extinção (carapaças de tartaruga, corais, peles e penas, madeiras exóticas)
  • Comunicar com as pessoas que vivem nos locais, saber o que se passa, o que gostam, o que os preocupa.
  • Usar meios de transporte públicos (não gosto de taxis)
  • Voluntariado
Parecem coisas lógicas mas infelizmente vejo muitos turistas que se comportam de uma maneira vergonhosa... será que se comportam da mesma maneira nos seus países?
Em Nicarágua o turismo não está muito desenvolvido mas nos lugares em que estivemos encontramos sempre um projecto que vale a pena apoiar porque beneficiam o ambiente e a comunidade local:

Léon - hostel Sonati, um hostel sem fins lucrativos, todos os lucros beneficiam a educação ambiental de crianças das comunidades locais. Um lugar com muitas ideias para reutilizar materiais.
Esteli - Café Luz y Hospedaje Luna, um café e um hostel sens fins lucrativos que apoiam projectos nas comunidades locais, é possível comprar legumes biológicos e encontrar um bom mix de viajantes e locais.
Matagalpa - Café Girassol, um café sens fins lucrativos que apoia o trabalho com crianças com deficiências, têm um centro de educação para crianças com necessidades especiais, um projecto único na America Latina.
Granada - Café de las Sonrisas, criado pela ONG Tio Antonio, um café gerido inteiramente por pessoas surdo-mudas, aqui a linguagem é o sorriso :)
Isla de Ometepe - El Zopilote, quinta ecológica, hostel e pizzeria.
Há mais projectos mas estes foram os que visitei e posso recomendar.
Café de las Sonrisas - Granada, Nicarágua

16.2.12

jantares comunitários

"Os Jantares Comunitários são um projecto de solidariedade social e voluntariado criado pela Serve The City Lisboa. Surgem inspirados no Ano Europeu do Voluntariado como uma experiência única em que os sem–abrigo e pessoas marginalizadas, em conjunto com voluntários, são convidados a sentar-se à mesma mesa.
Uma experiência única para os sem-abrigo – que se sentam à mesa para receberem uma refeição digna, servida por voluntários, e onde partilham a vida com pessoas integradas na comunidade. Uma experiência que os leva a abrir horizontes e, por vezes, a encontrar um caminho para a sua reintegração na sociedade."

Mais informações em Serve The City Lisboa e a notícia do DN: "A Câmara de Lisboa vai abrir pela primeira vez o seu refeitório a 200 sem abrigo e carenciados que, na quarta-feira, desfrutarão de um jantar comunitário, onde a comida distribuída nas ruas é substituída por uma refeição quente." Notícia Completa

25.1.12

serviço voluntário europeu

Tenho falado com algumas pessoas que estão numa encruzilhada, ou porque ficaram sem emprego, ou porquê não gostam no que estão a trabalhar/estudar, ou porque não sabem como fazer aquilo de que realmente gostam. Para essas e outras pessoas recomendo o Serviço Voluntário Europeu (SVE).

O que é?
É um serviço de voluntariado promovido pela UE, normalmente nos países da UE ou vizinhos mas há algumas excepções. É mesmo voluntariado, não se paga nada, recebe-se: alojamento, alimentação e ainda pocket money (mesada). Mas para aproveitares a oportunidade tens de ter menos de 30 anos. Há muitas áreas, desde serviço social à área ambiental, media, etc.

A minha experiência
O meu SVE foi na Moldávia num centro para assistência e protecção de vítimas de tráfico humano e violência doméstica. Se não fosse pelo SVE acho que não teria ido à Moldávia, um país tão pequeno no Leste da Europa. Não foi fácil, principalmente o inverno! Mas valeu a pena! Conhecer a cultura, dar o meu pequeno contributo nas vidas de mulheres e crianças, fazer amigos, aprender romeno, viajar pela Moldávia, Roménia, Ucrânia e Hungria... e ainda conhecer uma pessoa muito especial que hoje é meu namorado.

Mais informações no site Serviço Voluntário Europeu. Podem não acabar com um(a) namorado(a) mas acho que vai valer a pena ;)
Eu numa das muitas visitas ao parque com os filhos das senhoras do centro

14.9.11

my final report...

The time in Moldova is almost ending and I'm writing my final report:

"During my European Voluntary Service I learned a lot about myself, I learned that I don't give up so easily but I need friends and support. I'm really for interdependence and giving and receiving help. I made friends for the rest of my life, regardless of age difference or country."

27.2.11

postais da Primavera

Não sei que palavra escolheria para descrever os dois últimos meses: diferente, inconstante... não sei. O que sei é que não nasci para viver no Inverno. O frio, a falta do sol, a falta de verde, de ouvir pássaros cantar... Mas no meu Inverno também há postais da Primavera e para isso muito tem contribuído a comunidade de voluntários EVS em Chisinau.
No início deste mês participei no International Fairy Tale Day, um dia organizado pelos voluntários com actividades relacionadas com contos de fadas para as crianças de Chisinau. Foi uma dia mesmo divertido para as crianças e também para mim, que ajudei na decoração e também na hora de distribuir comida e bebidas (senti-me uma verdadeira barmaid das bebidas sem álcool).
Flores, borboletas, joaninhas feitas de garrafas de plástico e pintadas pelos meninos e meninas do meu centro.
A palhaça Chris a ensinar um menino-tigre a fazer a sua carteira com pacote de sumo no dia Internacional dos Contos de Fadas.

Tenho também participado nalgumas acções da Amnistia Internacional Moldova. Podem ver algumas fotos sobre o protesto em frente à embaixada da Bielorussia para pedir a libertação de presos políticos aqui.
Além de todas estas actividades é bom partilhar a casa com outros voluntários. No início fiquei com uma família de acolhimento, mas morava muito longe e não me sentia em casa... estava sempre a andar em bicos de pés com medo de estorvar. Agora vivo com outros voluntários e além de partilharmos o apartamento, partilhamos também os nossos dotes culinários, as nossas culturas, as nossas opiniões e experiências.
Pizza feita pelo pelo Michael (ele não é italiano mas safa-se bem :)

Outra notícia que penetrou o meu inverno como um raio de sol, foi o nascimento do meu sobrinho Shahir! Que alegria saber que ele nasceu bem, que está bem e que é a alegria lá de casa. Bem-vindo Shahir que sejas feliz, que nos tragas muito alegria.
Comprei estas botinhas para o Shahir a uma senhora que faz estas botinhas e as vende na rua. Corta-me o coração pensar que esta senhora, que provavelmente é avó de alguém, passa os dias ao frio a tentar vender estas botinhas para poder sobreviver.

10.6.10

fora da caixa!

As últimas semanas têm sido agradavelmente diversificadas. Pus-me pensar nas escolhas que tenho feito e que, muito provavelmente, não faria metade das coisas que faço hoje e não conheceria metade das pessoas que conheço hoje, se ainda estivesse presa ao emprego das 9h-18h e à casa própria. Não quero viver dentro da caixa, ter um trabalho que não me faz feliz, o peso de um empréstimo de 30 anos e outras as outras coisas que as pessoas dizem "tem de ser" mas que eu descobri que não tem de ser. As últimas semanas foram passadas, entre outras coisas, numa manifestação organizada pela AI em frente ao consulado de Angola; a cozinhar comida vegetariana no curso de construção com fardos de palha no Monte dos Carvalhos (foi feita uma casa em uma semana!); a cantar; a dançar; a brincar; a trabalhar; a contar histórias ao meu afilhado; num chá de bebé em cascais; numa sardinhada em alfama; a preparar para mudar de casa outra vez; tempo com família e amigos... Só posso estar agradecida pela vida tão rica que tenho!
(O meu afilhado Nolan tem quase 2 anos mas já consegue pregar melhor que eu!!! é um pequeno guerreiro)

11.2.10

pequenas alegrias e questões existenciais

Queria ter escrito uma série de posts sobre o voluntariado na casa sol, a mudança de casa, decoração, cozinhados e a minha primeira aventura com a máquina de costura. Mas a falta de computador não tem permitido. Agora que tenho tempo para escrever sobre essas pequenas alegrias, não tenho vontade nenhuma. O estado de saúde do meu sobrinho está outra vez pior e não consigo deixar de pensar nele, na minha irmã, na minha família, no tempo que perdemos com futilidades, a busca de Amor nos lugares onde não vamos encontrar, a procura de protecção no dinheiro, a promiscuidade entre o poder politico, económico e judicial e a minha frustração com o mundo (quando digo mundo refiro ao sistema em que a maioria das pessoas vive e não às pessoas em si).
Mas continuo a estar grata pelas pequenas coisas e quero compartilhar aquilo que tenho andado a fazer, quando não estou a orar ou a passar tempo com a amigos e família. Deus lembrou-me que as aflições do mundo não devem roubar a minha alegria naquilo que é bom, justo, puro e amável.
Voluntários Serve The City com as crianças da Casa Sol. Além da brincadeira, livramos a casa de algum bolor.
 
A sala de estudo estava mesmo precisar de uma limpeza.

 

Além da Casa Sol também ando a cuidar da minha casa para os próximos meses.
Uma lembraça do México para decorar o meu quarto.
 
A minha mesa de estudo e trabalho.

 
casa-de-banho com cores novas

 
Nestes pequenos vasos crescem salsa, mangericão e cebolinho. Ver estas plantinhas crescer é uma das minhas pequenas alegrias.

 
oregãos frescos

 
pão de queijo

bolo de iogurte e chá verde :)
 
a minha primeira criação com a máquina de costura, esta linda almofada!
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