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18.5.13

perdidos por Praga...

Fiquei surpreendida ao saber que Praga fica só a 300km de Weimar, o mesmo que uma viagem Lisboa-Porto, por isso o lugar perfeito para uma escapadela de fim-de-semana prolongado. Tinha ouvido falar muito bem de Praga, uma amiga até a comparou com Paris, dizendo que estão empatadas mas Praga ainda pode superar. Com tanta recomendação as expectativas eram altas. Felizmente foram todas superadas! Que cidade tão bonita, onde a arquitectura se funde na paisagem natural e onde os checos nos brindam com boa cerveja e simpatia. Caminhámos perdidos por Praga mas mesmo de propósito.
Além da chuva que não nos deixou passear tanto quanto queríamos, o menos agradável foi o número de turistas que a cada passo querem tirar uma foto com o seu smartphone... no Verão ainda deve ser pior, fomos em boa altura.

vista do rio Vltava e do palácio de Praga

um corvo de "plástico" num dos muitos jardins de Praga


a República Checa é o pais de origem da cerveja. Aqui a cerveja é rainha.

o muro John Lennon, criado para homenagear o artista

mais tarde tornou-se um símbolo de resistência ao regime comunista

3.10.12

o ultimo capitulo da nossa viagem

Seis meses passaram a correr! Entre montanhas, cafeeirais, vulcões, lagos, praias e selvas, aprendemos, rimos, vivemos e choramos as vezes... mas já estava na hora de voltar para casa (Europa). E na ultima semana não trabalhamos, quisemos ser turistas e aproveitar os últimos cartuchos da viajem latino-americana.
Começamos em Pedasi, um pequena vila junto ao mar. Para nos, que vivemos a maioria do tempo no campo, estava demasiado arranjada para turistas, principalmente surfistas e como nem eu nem o Eric surfamos, decidimos nadar para outras bandas. Rumo ao norte do pais, paramos em Santiago, uma cidade comercial com muitos restaurantes e hotéis chineses! Mas la encontramos um oásis, o hostal Veraguas, criado pela dona Lídia. Este cantinho e um lugar onde tudo e reutilizado e onde as plantas crescem em pequenos espaços. Reduzir, Reciclar e Reutilizar são as palavras de ordem, assim como a simpatia da Dona Lídia. David, a segunda maior cidade do Panamá, foi o destino seguinte. A escolha de lojas, supermercados e locais para gastar dinheiro foi assustadora. Mas precisávamos descansar e por 2 dias a alergia a cidade não nos incomodou. Seguimos para Boquete, uma linda vila nas montanhas, e aparentemente como o melhor café do mundo. Todos os anos realiza-se aqui a feira do café e das flores. Apesar desta feira ser em Janeiro, podemos ver os quintais floridos, as flores selvagens que crescem nas árvores e desfrutar de um bom café. Descanso e muitas caminhadas deram-nos a energia que precisávamos. Cruzamo-nos com muitos viajantes e também com indígenas da comarca de
Ngöbe-Buglé, os seus vestidos tradicionais coloridos enchem as ruas de vida.
cozinha outdoors no Hostal Veraguas

aloe vera no Hostal Veraguas

paisagem de Boquete

indígenas Ngöbe-Buglé     

Mas a cereja no topo do bolo foi mesma a cidade de Panamá e a surpresa que veio ter connosco. A cidade de Panamá e uma cidade de contrastes, por um lado tem o peso histórico e edifícios coloniais mais ou menos preservados, por outro os aranha-céus que fazem lembrar Miami ou Nova York. Nos ficamos em Casco Viejo, que como o nome indica e o bairro "velho" da cidade. Alguns dizem que e uma pequena Havana.
A melhor surpresa foi bater a porta do nosso hostel e ficou connosco 2 dias. O Eddy esta a viajar há mais de 7 anos! Nos últimos meses esteve na América Latina e eu fiquei muito contente por ter passado estes últimos dois dias com ele. Não sei quando e onde irei vê-lo outra vez, só Deus sabe!
Para o Eddy a próxima aventura será conseguir chegar a Colômbia.
Para nos a próxima aventura será conseguir viver e viajar na Europa de forma simples, sustentável e feliz!
Casco Viejo, Panamá

skyline, cidade de Panamá

pequeno-almoço no aniversário do Eddy

o Eddy ensinou-nos a fazer flores com latas


17.8.12

Bye bye Costa Rica. Hola Panamá!

Já estamos por estas bandas há 5 meses. Começámos na Nicarágua, depois Costa Rica e finalmente Panamá. Em geral posso dizer que a minha experiência na Costa Rica foi positiva. É um país lindo, cheio de vida e com pessoas hospitaleiras e tranquilas. É o país do mundo com maior percentagem de áreas protegidas e onde o estado paga a proprietários para conservar florestas com parte do imposto sobre gasolina! Por outro lado, é um paraíso corrompido pelo turismo, pelos ocidentais (norte-americanos e europeus) que decidem viver ali o mesmo estilo de vida que tinham nos seus países. Em San José, a capital, há um McDonald's ou Burguer King em cada esquina. Os preços da comida ou mesmo água são mais caros que na Europa e os salários são mais baixos.
Para amantes da natureza, principalmente observadores de aves, a Costa Rica é um país a visitar mas com consciência ambiental e cuidado de beneficiar negócios locais.

Panamá parece um meio termo entre Nicarágua e Costa Rica. A paisagem, não tão verde como a Costa Rica, e a cultura latina fazem lembrar Nicarágua. A infraestrutura mais modernas, carros e supermercados demonstram que o Panamá é um país mais desenvolvido. O canal do Panamá é a principal fonte de riqueza do país. Os panamenhos não dependem do turismo e isso nota-se. Aqui no interior do Panamá dificilmente encontramos alguém que fale inglês, mesmo em hóteis. 
vista da quinta Plantacion El Pital, Azuero Península, Panamá
Por agora estamos numa quinta onde se pratica permacultura. Numa região em que muitas árvores foram cortadas para criar pasto para vacas, esta quinta já é um exemplo de regeneração da floresta e práticas mais sustentáveis. Temos aprendido muito aqui na Plantacion El Pital.

16.7.12

rice & beans

Esta é uma das minhas receitas preferidas da américa central. Leva o arroz com feijão a outro nível. Experimentem!


Ingredientes:
200g de feijão encarnado
2 ramos de tomilho fresco
50g de creme de côco ou 120 ml de leite de côco
2 folhas de louro
1 cebola
2 dentes de alho
all spice
1 pimento verde ou vermelho
600 ml de água (2 1/2 copos)
450 g de arroz (2 1/2 copos)
sal e pimenta q.b.

Passo-a-passo:
1. Demolhar o feijão por 12 horas.
2. Cozer o feijão por hora e meia (na panela de pressão é mais rápido). O feijão não deve ter muita água. Se tiver muita água, cozer com a panela destapada para a água evaporar.
3. Adicionar o tomilho, creme de cocô, folhas de louro, cebola, alho, all spice, sal e pimenta.
4. Juntar água e mexer.
5. Deixar ferver e juntar o arroz. Mexer bem, colocar em lume brando e tapar a panela.
6. Quando a água tiver evaporado, o arroz deve estar cozido. (ter cuidado para não deixar queimar)

Bon Provecho!

descanso em viagem

Viajar cansa. E trabalhar em quintas orgânicas cansa também ;)
Depois de um mês na Finca Tocori Verde, tivemos umas merecidas férias na playa Zancudo.



14.6.12

comida centro americana

Quando falo com a família, uma das primeiras perguntas é "tens comido bem?" "o que se come por aí?". Acho engraçado que a comida cause tanta curiosidade. A comida portuguesa é muito boa mas há muitas coisas boas por esse mundo fora também.
A comida centroamericana é simples mas deliciosa. Esta região não é das mais ricas do mundo mas por aqui come se bem e os pratos são fartos. Arroz, feijão, milho e banana-pão são reis. Quem não provou banana-pão não sabe o que perde! Ao contrário da banana, é comida mais como um vegetal do que um fruto, frita ou cozida. O resto das frutas são deliciosas, a minha preferida é o abacate, que aqui se come com sal e limão.
batidos!

papaia :)

pequeno almoço saudável

arroz, feijão, peixe "criolo" e plátanos maduros (banana-pão madura frita)

nacatamal, comida tradicional cozinhada em folha de bananeira com milho, arroz, legumes e carne

tostones, banana-pão frita

tortilhas de milho, melancia, abacate e tomate

uma fruta muito estranha mas deliciosa, Guanabana

bananas, bananas, bananas

banana-pão

banana-pão frita, parece batatas fritas

salada, peixe frito e rice and beans (um prato do caribe: arroz, feijão e leite de côco) muito bom!

uma ilha, dois vulcões

Há uma ilha mágica no meio de um lago, um grande lago! Nicarágua é conhecido pelos seus lagos e vulcões, uma paisagem única. E a ilha Ometepe fica no lago Nicarágua, um segundo maior lago da América Latina. Aqui ficam algumas fotos da nossa semana por lá.
a aventura começa num barco cheio de pessoas, as paredes rangiam, água a entrar e  quase todos "mareados"

a primeira noite num hostel, Indio Viejo

a ilha produz e "exporta" muitas frutas. o solo vulcanico é muito fertil

vulcão Concepcion, ainda está activo!

uma piscina natural, com aguas "milagrosas"

nada tão refrescante como água de côco!

não há muitos autocarros, por isso andar à boleia é muito comum. Aqui estamos numa carrinha com os miudos que  regressam a casa da escola.

subida ao vulcão Maderas (inactivo), custou muito mas valeu a pena o esforço!

floresta nublada (vulcão Maderas)

chegámos ao topo! Eric e o nosso guia.

criaturas da ilha...

regresso a terra!

18.5.12

viajante sustentável

Vivemos num mundo globalizado... não sei muito bem explicar este termo ou se o compreendo totalmente. Mas com certeza um reflexo desse mundo globalizado são as viagens que fazemos. Viajar tornou-se tão banal e para algumas pessoas é mesmo um estilo de vida (nos últimos anos tem sido para mim). Nestes últimos 2 meses conhecemos pessoas que estão a viajar pelo mundo há mais de um ano, alguns dizem que vão fazer uma pausa no Natal para estar com a família :)
Li algures que "viajar é das poucas coisas em que se pode gastar dinheiro que realmente nos deixa mais ricos." Mas viajar também pode ter um impacto negativo, principalmente no ambiente e comunidades locais. Não é preciso ir muito longe, basta pensar em algumas vilas algarvias e isso acontece em quase todo o mundo. Há um grande risco no turismo globalizado, o risco da perda de autenticidade.
Mas acredito que é possível viajar e ter um impacto positivo (em nós e nos outros). Há algumas "regras" que tento seguir (seja no estrangeiro ou em Portugal):

  • Não deitar lixo no chão, reciclar sempre que possível (parece óbvio mas não é raro ver garrafas de coca-cola em áreas protegidas)
  • Não alimentar a vida selvagem (o macaquinho não vai morrer se não lhe der a bolacha, ele vai morrer se o seu habitat natural desaparecer)
  • Comprar em mercados locais em vez de supermercados.
  • Não comprar produtos em vias de extinção (carapaças de tartaruga, corais, peles e penas, madeiras exóticas)
  • Comunicar com as pessoas que vivem nos locais, saber o que se passa, o que gostam, o que os preocupa.
  • Usar meios de transporte públicos (não gosto de taxis)
  • Voluntariado
Parecem coisas lógicas mas infelizmente vejo muitos turistas que se comportam de uma maneira vergonhosa... será que se comportam da mesma maneira nos seus países?
Em Nicarágua o turismo não está muito desenvolvido mas nos lugares em que estivemos encontramos sempre um projecto que vale a pena apoiar porque beneficiam o ambiente e a comunidade local:

Léon - hostel Sonati, um hostel sem fins lucrativos, todos os lucros beneficiam a educação ambiental de crianças das comunidades locais. Um lugar com muitas ideias para reutilizar materiais.
Esteli - Café Luz y Hospedaje Luna, um café e um hostel sens fins lucrativos que apoiam projectos nas comunidades locais, é possível comprar legumes biológicos e encontrar um bom mix de viajantes e locais.
Matagalpa - Café Girassol, um café sens fins lucrativos que apoia o trabalho com crianças com deficiências, têm um centro de educação para crianças com necessidades especiais, um projecto único na America Latina.
Granada - Café de las Sonrisas, criado pela ONG Tio Antonio, um café gerido inteiramente por pessoas surdo-mudas, aqui a linguagem é o sorriso :)
Isla de Ometepe - El Zopilote, quinta ecológica, hostel e pizzeria.
Há mais projectos mas estes foram os que visitei e posso recomendar.
Café de las Sonrisas - Granada, Nicarágua

2.5.12

uma casa na árvore

Saímos da reserva natural de Miraflor em meados de Abril, depois da Páscoa. E decidimos visitar um pouco mais Nicarágua. Estivemos em Esteli, Matagalpa e Granada. Mas precisávamos de um projecto, uma quinta. Não encontrámos uma quinta mas sim uma casa na árvore. Um hostel no meio da selva, mas o meio da selva é só a 15 minutos da cidade! Um lugar espetacular mas não ficámos muito tempo. Os lugares podem ser espetaculares mas o mais importante são as pessoas. E quando as pessoas não estão bem e não querem ajuda, é melhor sair. Ficam as memórias e as fotos:
os nossos vizinhos

aqui as camas de rede são a peça de mobiliário mais popular

vista do bar
nós dormimos ali. confortável mas muitos bichos, incluindo uma tarântula :)

espaço para Yoga

piscinas naturais

pôr-do-sol, o meu momento favorito do dia

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