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28.6.14

9 meses na comunidade Monte dos Carvalhos

Agora que começa uma nova fase para nós, é bom rever os últimos meses no Monte dos Carvalhos. Aprendi tanta coisa, muito sobre a terra, plantas, animais, pessoas mas sobretudo sobre mim. Para mim viver em comunidade é a oportunidade de termos outras pessoas como espelhos que nos ajudam a ver a luz e as trevas que temos em nós. Gosto muito do ditado africano que diz "Se queres ir depressa vai sozinho, se queres ir longe vamos juntos." Vamos juntos então.

para colher é preciso semear

cada dia traz novas oportunidades

é mais fácil desbravar o desconhecido juntos

antes de mim, tantos outros já pensaram o mesmo

o todo é maior que a soma das partes

as primeiras flores trazem mais alegria

o caminho é tao ou mais importante que o destino

a natureza mima-nos com a sua generosidade

juntos fazemos mais

Monsanto - Portugal

é mais o que nos une do que o que nos separa

colher é bem melhor do que comprar

o melhor ainda está por vir

18.4.13

esperança...

esperança
(esperar + -ança)
s. f.
1. Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há-de realizar ou suceder.

2. Esperam, expectativa.
3. Coisa que se espera.
4. Confiança.
5. [Religião]  Uma das virtudes teologais.

No meio de uma onda de notícias tempestuosas é difícil ficar à tona e não nos deixarmos levar pela maré do cinismo, da tristeza ou do desespero. As vozes negativas gritam mais alto que as positivas e ler jornais (pior será ver televisão!) pode tirar-nos a esperança. Confesso que às vezes quase que me deixo levar por essa maré mas há sempre salva-vidas por perto ou bóias que me ajudam a chegar a bom porto. Esta semana tem sido uma daquelas mais difíceis, com notícias internacionais que me entristecem e situacoes pessoais que não posso mudar. Mais uma vez agarro-me às bóias para me manter à tona e não me deixar arrastar pelo fatalismo. Relembro a mim mesma que por cada acto de maldade, há certamente muitos mais actos de bondade.
Seria bom que tudo estivesse bem e que o mundo fosse perfeito mas não é. Seria mais fácil ser pessimista e cair no cinismo, mas que raio de vida seria a minha! Para continuar a seguir esta viagem tenho de ter esperança e fé, acreditar naquilo que muitas vezes não consigo ver. Esperar que a bondade seja sempre mais forte que a maldade, que a coragem ultrapasse a cobardia e que o amor seja capaz de apagar o ódio. Pode parecer ingénuo, mas olho para trás e relembro que nos momentos mais difíceis da minha história muitas pessoas ajudaram-me a manter a esperança, desde aqueles que amo até desconhecidos. Às vezes basta um sorriso ou um olhar de compaixão "sei bem aquilo que estás a passar!"


Isto dá-me esperança:
To Boston. From Kabul. With Love. 8
Vale a pena ler o artigo da Beth Murphy

21.1.13

Abundância/Abundance - um documentário com esperanca

Abundância/Abundance from Job Leijh on Vimeo.
Documentário filmado no Workshop de Agrofloresta com Ernest Gotsch, organizado pela Cooperativa Sitio, em Mangualde, Portugal, sobre o conhecimento e filosofia por trás deste modo de agricultura sustentável e o interesse que suscita em tantas pessoas.
A agrofloresta (ou floresta de alimentos) é um método de produção que propõe, não a criação de um novo ambiente produtivo, mas que o homem, e a produção agrícola da qual tira proveito, integrem um ambiente florestal. O método é, na sua essência, uma tentativa de imitar a natureza. Na natureza a maioria das plantas vive em associação com outras espécies, das quais necessita para um crescimento pleno.
Nos anos 70, Ernest Gotsch, trabalhou no melhoramento genético de espécies vegetais. Esta pesquisa permitiu-lhe concluir que, em vez de adaptar as plantas cultivadas, podia obter melhores resultados se criasse agroecossistemas em que as plantas, num sistema de cooperação, se desenvolviam vigorosamente sem inputs químicos. Implantou inúmeros sistemas complexos e altamente produtivos que dispensavam todo o tipo de adubos e agrotóxicos. Desde 1993, depois de alcançar resultados extraordinários, tem-se dedicado ao ensino e transmissão dos seus métodos em todo o mundo. Hoje, Ernst presta assessoria a organizações não governamentais, universidades e órgãos de assistência técnica rural em quase todas as regiões do Brasil assim como a organizações da Europa e da América Latina.

Documentary shot in an Agroforestry workshop by Cooperativa Sitio, in Viseu, Portugal, about all the knowledge and phylosophy that's behind it and the interest of so many people in this way of sustainable agriculture.
Agroforestry (or food forestry) is a production method that proposes, not the creation of a new production environment, but that man, and the agricultural production from which takes advantage, are included in a forest environment. The method is, in its essence, an attempt to imitate nature. In nature most plants live in association with other species, witch they need for a complete and healthy growth.
In the 70′s, Ernst Gotsch worked with the genetic optimisation of plant species. This research lead him to the conclusion that instead of trying to adapt the species, he could get better results if he created agroecosystems in witch plants, in a cooperatave system, would develop vigorously without chemical inputs. He Implemented numerous complex and highly productive systems that avoided all kinds of fertilizers and pesticides. Since 1993, after achieving outstanding results, he has dedicated himself to teach his methods All over the world.
Today, Ernst advises non-governmental organizations, universities and rural technical assistance agencies in almost all regions of Brazil as well as organizations in Europe and Latin America.

22.12.11

Um apelo à solidariedade com a Coreia do Norte

Com tanta incerteza em relação à Coreia do Norte, a comunidade de Taizé continua a levar ESPERANÇA a um povo que tem sofrido tantas violações dos Direitos Humanos:


"Desde 1998, Taizé enviou várias vezes ajuda humanitária à Coreia do Norte em alturas em que este país esteve gravemente marcado pela falta de alimentos. Este ano de 2011, através da Operação Esperança, Taizé enviou 260 toneladas de farinha de trigo e 120 toneladas de massa. Esta ajuda humanitária foi distribuída pelas populações pobres das regiões de Siniju, de Ryongchon, de Yomju e de Gesong." Ver mais aqui.

foto do site taize.fr

16.1.10

o dia em que a terra tremeu

Já muito foi dito e escrito sobre o terramoto 7.0 que assolou o Haiti na terça-feira. Este pequeno post representa só a minha opinião, experiência e pensamentos. Quando perdemos alguém que amamos parece que o chão foge dos nossos pés, todo o nosso mundo é abalado. Para os haitianos isso aconteceu literalmente... nem imagino o que devem estar a passar.
Diante da tragédia muitos tentam compreender porquê. Surgem especulações, teorias, possíveis causas, algumas mais absurdas que outras mas a verdade é que os terramotos acontecem em qualquer lugar (há alguns sítios mais propícios que outros é certo), e também é verdade que o sentimento de perda e devastação é igual em qualquer lugar do mundo. Posso-me identificar com qualquer pessoa que sofre e sei que o sofrimento dilacerante não dura para sempre. Mas é preciso que estas pessoas tenham os meios (familiares, espirituais, financeiros, etc.) para poder olhar o amanhã com esperança. Deus tem transformado os escombros do meu sofrimento, num jardim e acredito que pode fazer isso com qualquer pessoa que confie no seu AMOR.
Diante da tragédia nunca podemos esquecer a dimensão humana, pessoas morreram, pessoas estão a sofrer e pessoas estão a fazer o melhor que podem para ajudá-las. Eu tenho um amigo haitiano - Manny - que está a trabalhar na República Dominicana mas voltou agora para o Haiti para saber da sua família. Tenho orado por ele e pela sua família, principalmente o seu pai que já tem uma saúde frágil.

Deixo aqui o link para as organizações recomendadas pelo Público. Já ouvi muitas pessoas dizer que não vão dar dinheiro porque não sabem onde vai parar. Se não querem ajudar, não ajudem. Eu acho que a intenção com que fazemos as coisas conta tanto como o acto em si. Dinheiro por si só não é grande ajuda mas o AMOR muda tudo.
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