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25.1.12

serviço voluntário europeu

Tenho falado com algumas pessoas que estão numa encruzilhada, ou porque ficaram sem emprego, ou porquê não gostam no que estão a trabalhar/estudar, ou porque não sabem como fazer aquilo de que realmente gostam. Para essas e outras pessoas recomendo o Serviço Voluntário Europeu (SVE).

O que é?
É um serviço de voluntariado promovido pela UE, normalmente nos países da UE ou vizinhos mas há algumas excepções. É mesmo voluntariado, não se paga nada, recebe-se: alojamento, alimentação e ainda pocket money (mesada). Mas para aproveitares a oportunidade tens de ter menos de 30 anos. Há muitas áreas, desde serviço social à área ambiental, media, etc.

A minha experiência
O meu SVE foi na Moldávia num centro para assistência e protecção de vítimas de tráfico humano e violência doméstica. Se não fosse pelo SVE acho que não teria ido à Moldávia, um país tão pequeno no Leste da Europa. Não foi fácil, principalmente o inverno! Mas valeu a pena! Conhecer a cultura, dar o meu pequeno contributo nas vidas de mulheres e crianças, fazer amigos, aprender romeno, viajar pela Moldávia, Roménia, Ucrânia e Hungria... e ainda conhecer uma pessoa muito especial que hoje é meu namorado.

Mais informações no site Serviço Voluntário Europeu. Podem não acabar com um(a) namorado(a) mas acho que vai valer a pena ;)
Eu numa das muitas visitas ao parque com os filhos das senhoras do centro

27.2.11

postais da Primavera

Não sei que palavra escolheria para descrever os dois últimos meses: diferente, inconstante... não sei. O que sei é que não nasci para viver no Inverno. O frio, a falta do sol, a falta de verde, de ouvir pássaros cantar... Mas no meu Inverno também há postais da Primavera e para isso muito tem contribuído a comunidade de voluntários EVS em Chisinau.
No início deste mês participei no International Fairy Tale Day, um dia organizado pelos voluntários com actividades relacionadas com contos de fadas para as crianças de Chisinau. Foi uma dia mesmo divertido para as crianças e também para mim, que ajudei na decoração e também na hora de distribuir comida e bebidas (senti-me uma verdadeira barmaid das bebidas sem álcool).
Flores, borboletas, joaninhas feitas de garrafas de plástico e pintadas pelos meninos e meninas do meu centro.
A palhaça Chris a ensinar um menino-tigre a fazer a sua carteira com pacote de sumo no dia Internacional dos Contos de Fadas.

Tenho também participado nalgumas acções da Amnistia Internacional Moldova. Podem ver algumas fotos sobre o protesto em frente à embaixada da Bielorussia para pedir a libertação de presos políticos aqui.
Além de todas estas actividades é bom partilhar a casa com outros voluntários. No início fiquei com uma família de acolhimento, mas morava muito longe e não me sentia em casa... estava sempre a andar em bicos de pés com medo de estorvar. Agora vivo com outros voluntários e além de partilharmos o apartamento, partilhamos também os nossos dotes culinários, as nossas culturas, as nossas opiniões e experiências.
Pizza feita pelo pelo Michael (ele não é italiano mas safa-se bem :)

Outra notícia que penetrou o meu inverno como um raio de sol, foi o nascimento do meu sobrinho Shahir! Que alegria saber que ele nasceu bem, que está bem e que é a alegria lá de casa. Bem-vindo Shahir que sejas feliz, que nos tragas muito alegria.
Comprei estas botinhas para o Shahir a uma senhora que faz estas botinhas e as vende na rua. Corta-me o coração pensar que esta senhora, que provavelmente é avó de alguém, passa os dias ao frio a tentar vender estas botinhas para poder sobreviver.

26.12.10

Moldávia, primeiras impressões

Cheguei há 5 dias a Chisinau, capital da Moldávia. Por muito que eu tivesse lido sobre a Moldávia, por muitas fotos que tivesse visto antes, ou por muitas pessoas com quem tivesse falado, nunca iria estar completamente preparada. Há muita coisa diferente aqui. Diferente de Portugal, diferente daquilo que conheço.

Quando cheguei ao aeroporto fui recebida com um sorriso pela minha mentora, a Lesea, ela tem sido espectacular e tem me ajudado a perceber o sistema de transportes, ir ao banco e arranjar um número de telemóvel (sim, quase toda a gente tem telemóvel). Mas os sorrisos aqui parece que são apenas para as pessoas que conheces, os "estranhos" não são recebidos com sorrisos nos transportes públicos, supermercado ou banco. Ao início pensei que era por ser "diferente" mas os moldavos explicaram-me que é mesmo assim, eles também são tratados com a mesma frieza pelas pessoas que não conhecem.
Como explicar como é Chisinau? A sensação que eu tenho é que viajei no tempo até aos anos 80, as casas são antigas, os carros, o sistema de transporte, até a decoração de Natal...
Chisinau tem uma rede de transportes com autocarros (são poucos), eléctricos (que estão quase a cair aos bocados) e mini-bus (são carrinhas transformadas em mini-autocarros). Prometo nunca mais reclamar dos autocarros da Carris e da Vimeca!
Semelhanças com Portugal: a comida e a família.
A comida é boa, apesar de eu não poder apreciar muitos pratos porque os moldavos gostam muito de carne. Mas é uma comida tradicional, confeccionada com produtos frescos :) Os legumes e frutas são tão bons, a maioria é cultivada na Moldávia. Outra coisa que eu gosto são os produtos lácteos, o iogurte, o kefir e o queijo também são locais.
Pelo que já percebi a família é bastante importante para os moldavos. Por exemplo, a minha família de acolhimento tem 2 filhos casados, a filha mora perto e o filho vive com a esposa cá em casa. As babushkas também são muito amadas e visitadas frequentemente, principalmente nesta época de natal e ano novo.
Espero ter a oportunidade de escrever mais sobre a minha experiência na Moldávia nas próximas semanas. Posso dizer que me sinto confortável dentro de casa com o aquecimento central e com o calor humano da família de acolhimento, dos outros voluntários e dos moldavos que vou conhecendo. Não me sinto muito à vontade com o romeno e o russo, a maioria dos moldavos fala estas duas línguas, e com a "frieza" que encontro nos transportes públicos ou supermercado. Só me resta aprender o romeno rapidamente e distribuir sorrisos por aqui.
Eu perto do monumento de Stefan Cel Mare (o herói nacional da Moldávia) um ponto de encontro na cidade de Chisinau.
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