Chegar à praia de manhã, quando ainda não há quase ninguém. Ouvir o mar, sentir o ar salgado entrar pelos pulmões e absorver Sol como uma esponja. Isto dá-me vida. E não precisamos de ir longe, Portugal tem tudo isto e mais!
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11.7.15
férias: praia do Loulé Velho
Chegar à praia de manhã, quando ainda não há quase ninguém. Ouvir o mar, sentir o ar salgado entrar pelos pulmões e absorver Sol como uma esponja. Isto dá-me vida. E não precisamos de ir longe, Portugal tem tudo isto e mais!
16.10.13
viajantes, nós e os outros
Quando comecei a escrever este post, queria escrever sobre viajar na Alemanha, viajar em Inglaterra e viajar de autocarro, coisa que parece extinta. Mas por falta de tempo e pelas mesmas viagens, fui lendo jornais, fui lendo notícias sobre outros viajantes. Outros viajantes, que ao contrário de mim, não são bem-vindos onde chegam, se chegarem e não são queridos donde partem. Falo dos milhares de refugiados as portas da Europa. Depois de ler notícias destas e destas. O meu post pareceu-me ridículo. Aqui estou eu a balbuciar sobre viagens na Europa, encontros com amigos e familiares, alegrias e inconvenientes como atrasos, avarias ou cansaço, e milhares estão a arriscar as suas vidas por uma réstia de esperança que a Europa os salve. O que me faz diferente de estes milhares? Não sei... eles também tem família e amigos, ou já tiveram e perderam, eles também tem sonhos e medos como eu. Acho que a diferença entre mim e eles é que eles estão do lado de lá e eu tive a sorte de nascer do lado de cá.
Não, não estamos todos no mesmo barco. Nem do lado de cá. Depois de ouvir as declarações do ministro alemão do interior Hans-Peter Friedrich (mais sobre políticas aqui) a dizer que os emigrantes em Lampedusa são um problema de Itália, não há duvidas e não há respeito pela vida humana. Onde esta o respeito pelos direitos humanos, que a Europa gosta tanto de exigir aos países do terceiro mundo? E se há um terceiro mundo, quem e que o criou? Não foi Deus com certeza.
Perante todas estas questões, a minha pequena realidade parece muito pequena para fazer alguma diferença.
Não, não estamos todos no mesmo barco. Nem do lado de cá. Depois de ouvir as declarações do ministro alemão do interior Hans-Peter Friedrich (mais sobre políticas aqui) a dizer que os emigrantes em Lampedusa são um problema de Itália, não há duvidas e não há respeito pela vida humana. Onde esta o respeito pelos direitos humanos, que a Europa gosta tanto de exigir aos países do terceiro mundo? E se há um terceiro mundo, quem e que o criou? Não foi Deus com certeza.
Perante todas estas questões, a minha pequena realidade parece muito pequena para fazer alguma diferença.
Mas faz. Tenho que acreditar que faz. Como as gotas no oceano ou os grãos de areia no deserto.
O que fazer? Amar, amar perto e longe. Continuar a amar a família e os amigos e a vida. Continuar amar os que estão longe e há tantas formas de o fazer. Lutar por justiça e igualdade, defender os direitos humanos e acima de tudo consumir com consciência.
"mi vida la deje entre ceuta y gibraltar" Clandestino - Manu Chao
3.10.12
o ultimo capitulo da nossa viagem
Seis meses passaram a correr! Entre montanhas, cafeeirais, vulcões, lagos, praias e selvas, aprendemos, rimos, vivemos e choramos as vezes... mas já estava na hora de voltar para casa (Europa). E na ultima semana não trabalhamos, quisemos ser turistas e aproveitar os últimos cartuchos da viajem latino-americana.
Começamos em Pedasi, um pequena vila junto ao mar. Para nos, que vivemos a maioria do tempo no campo, estava demasiado arranjada para turistas, principalmente surfistas e como nem eu nem o Eric surfamos, decidimos nadar para outras bandas. Rumo ao norte do pais, paramos em Santiago, uma cidade comercial com muitos restaurantes e hotéis chineses! Mas la encontramos um oásis, o hostal Veraguas, criado pela dona Lídia. Este cantinho e um lugar onde tudo e reutilizado e onde as plantas crescem em pequenos espaços. Reduzir, Reciclar e Reutilizar são as palavras de ordem, assim como a simpatia da Dona Lídia. David, a segunda maior cidade do Panamá, foi o destino seguinte. A escolha de lojas, supermercados e locais para gastar dinheiro foi assustadora. Mas precisávamos descansar e por 2 dias a alergia a cidade não nos incomodou. Seguimos para Boquete, uma linda vila nas montanhas, e aparentemente como o melhor café do mundo. Todos os anos realiza-se aqui a feira do café e das flores. Apesar desta feira ser em Janeiro, podemos ver os quintais floridos, as flores selvagens que crescem nas árvores e desfrutar de um bom café. Descanso e muitas caminhadas deram-nos a energia que precisávamos. Cruzamo-nos com muitos viajantes e também com indígenas da comarca de
Ngöbe-Buglé, os seus vestidos tradicionais coloridos enchem as ruas de vida.
Mas a cereja no topo do bolo foi mesma a cidade de Panamá e a surpresa que veio ter connosco. A cidade de Panamá e uma cidade de contrastes, por um lado tem o peso histórico e edifícios coloniais mais ou menos preservados, por outro os aranha-céus que fazem lembrar Miami ou Nova York. Nos ficamos em Casco Viejo, que como o nome indica e o bairro "velho" da cidade. Alguns dizem que e uma pequena Havana.
A melhor surpresa foi bater a porta do nosso hostel e ficou connosco 2 dias. O Eddy esta a viajar há mais de 7 anos! Nos últimos meses esteve na América Latina e eu fiquei muito contente por ter passado estes últimos dois dias com ele. Não sei quando e onde irei vê-lo outra vez, só Deus sabe!
Para o Eddy a próxima aventura será conseguir chegar a Colômbia.
Para nos a próxima aventura será conseguir viver e viajar na Europa de forma simples, sustentável e feliz!
Começamos em Pedasi, um pequena vila junto ao mar. Para nos, que vivemos a maioria do tempo no campo, estava demasiado arranjada para turistas, principalmente surfistas e como nem eu nem o Eric surfamos, decidimos nadar para outras bandas. Rumo ao norte do pais, paramos em Santiago, uma cidade comercial com muitos restaurantes e hotéis chineses! Mas la encontramos um oásis, o hostal Veraguas, criado pela dona Lídia. Este cantinho e um lugar onde tudo e reutilizado e onde as plantas crescem em pequenos espaços. Reduzir, Reciclar e Reutilizar são as palavras de ordem, assim como a simpatia da Dona Lídia. David, a segunda maior cidade do Panamá, foi o destino seguinte. A escolha de lojas, supermercados e locais para gastar dinheiro foi assustadora. Mas precisávamos descansar e por 2 dias a alergia a cidade não nos incomodou. Seguimos para Boquete, uma linda vila nas montanhas, e aparentemente como o melhor café do mundo. Todos os anos realiza-se aqui a feira do café e das flores. Apesar desta feira ser em Janeiro, podemos ver os quintais floridos, as flores selvagens que crescem nas árvores e desfrutar de um bom café. Descanso e muitas caminhadas deram-nos a energia que precisávamos. Cruzamo-nos com muitos viajantes e também com indígenas da comarca de
Ngöbe-Buglé, os seus vestidos tradicionais coloridos enchem as ruas de vida.
| cozinha outdoors no Hostal Veraguas |
| aloe vera no Hostal Veraguas |
| paisagem de Boquete |
| indígenas Ngöbe-Buglé |
Mas a cereja no topo do bolo foi mesma a cidade de Panamá e a surpresa que veio ter connosco. A cidade de Panamá e uma cidade de contrastes, por um lado tem o peso histórico e edifícios coloniais mais ou menos preservados, por outro os aranha-céus que fazem lembrar Miami ou Nova York. Nos ficamos em Casco Viejo, que como o nome indica e o bairro "velho" da cidade. Alguns dizem que e uma pequena Havana.
A melhor surpresa foi bater a porta do nosso hostel e ficou connosco 2 dias. O Eddy esta a viajar há mais de 7 anos! Nos últimos meses esteve na América Latina e eu fiquei muito contente por ter passado estes últimos dois dias com ele. Não sei quando e onde irei vê-lo outra vez, só Deus sabe!
Para o Eddy a próxima aventura será conseguir chegar a Colômbia.
Para nos a próxima aventura será conseguir viver e viajar na Europa de forma simples, sustentável e feliz!
| Casco Viejo, Panamá |
| skyline, cidade de Panamá |
| pequeno-almoço no aniversário do Eddy |
| o Eddy ensinou-nos a fazer flores com latas |
16.7.12
couchsurfing em San José, Costa Rica
Couchsurfing.org é um website que conecta pessoas que precisam de um sofá, cama ou chão para dormir enquanto viajam e pessoas que podem acolhe-las. Conheci o couchsurfing na Moldávia e desde então só tenho tido boas experiências. Tenho "surfado" mais do que tenho acolhido, mas quando assentar quero receber pessoas.
Na Costa Rica, o sistema de transportes públicos é bastante bom mas passa sempre pela capital - San José. Ouvimos muitas histórias de "terror" sobre San José mas tínhamos mesmo de passar lá a noite, o nosso autocarro para Golfito partia às 6h30! Mas graças ao couchsurfing fomos recebidos por um simpático rapaz de San José. Carlos e os restantes companheiros de apartamento, mostraram-nos um lado diferente de San José: calmo, verde e com a hospitalidade tica. Uma boa noite de conversas, música, comida e vinho. Nós ouvimos boleros e eles ouviram fado. Pura Vida!
Na Costa Rica, o sistema de transportes públicos é bastante bom mas passa sempre pela capital - San José. Ouvimos muitas histórias de "terror" sobre San José mas tínhamos mesmo de passar lá a noite, o nosso autocarro para Golfito partia às 6h30! Mas graças ao couchsurfing fomos recebidos por um simpático rapaz de San José. Carlos e os restantes companheiros de apartamento, mostraram-nos um lado diferente de San José: calmo, verde e com a hospitalidade tica. Uma boa noite de conversas, música, comida e vinho. Nós ouvimos boleros e eles ouviram fado. Pura Vida!
| eric, carlos e marcos |
18.5.12
viajante sustentável
Vivemos num mundo globalizado... não sei muito bem explicar este termo ou se o compreendo totalmente. Mas com certeza um reflexo desse mundo globalizado são as viagens que fazemos. Viajar tornou-se tão banal e para algumas pessoas é mesmo um estilo de vida (nos últimos anos tem sido para mim). Nestes últimos 2 meses conhecemos pessoas que estão a viajar pelo mundo há mais de um ano, alguns dizem que vão fazer uma pausa no Natal para estar com a família :)
Li algures que "viajar é das poucas coisas em que se pode gastar dinheiro que realmente nos deixa mais ricos." Mas viajar também pode ter um impacto negativo, principalmente no ambiente e comunidades locais. Não é preciso ir muito longe, basta pensar em algumas vilas algarvias e isso acontece em quase todo o mundo. Há um grande risco no turismo globalizado, o risco da perda de autenticidade.
Mas acredito que é possível viajar e ter um impacto positivo (em nós e nos outros). Há algumas "regras" que tento seguir (seja no estrangeiro ou em Portugal):
Em Nicarágua o turismo não está muito desenvolvido mas nos lugares em que estivemos encontramos sempre um projecto que vale a pena apoiar porque beneficiam o ambiente e a comunidade local:
Léon - hostel Sonati, um hostel sem fins lucrativos, todos os lucros beneficiam a educação ambiental de crianças das comunidades locais. Um lugar com muitas ideias para reutilizar materiais.
Esteli - Café Luz y Hospedaje Luna, um café e um hostel sens fins lucrativos que apoiam projectos nas comunidades locais, é possível comprar legumes biológicos e encontrar um bom mix de viajantes e locais.
Matagalpa - Café Girassol, um café sens fins lucrativos que apoia o trabalho com crianças com deficiências, têm um centro de educação para crianças com necessidades especiais, um projecto único na America Latina.
Granada - Café de las Sonrisas, criado pela ONG Tio Antonio, um café gerido inteiramente por pessoas surdo-mudas, aqui a linguagem é o sorriso :)
Isla de Ometepe - El Zopilote, quinta ecológica, hostel e pizzeria.
Há mais projectos mas estes foram os que visitei e posso recomendar.
Li algures que "viajar é das poucas coisas em que se pode gastar dinheiro que realmente nos deixa mais ricos." Mas viajar também pode ter um impacto negativo, principalmente no ambiente e comunidades locais. Não é preciso ir muito longe, basta pensar em algumas vilas algarvias e isso acontece em quase todo o mundo. Há um grande risco no turismo globalizado, o risco da perda de autenticidade.
Mas acredito que é possível viajar e ter um impacto positivo (em nós e nos outros). Há algumas "regras" que tento seguir (seja no estrangeiro ou em Portugal):
- Não deitar lixo no chão, reciclar sempre que possível (parece óbvio mas não é raro ver garrafas de coca-cola em áreas protegidas)
- Não alimentar a vida selvagem (o macaquinho não vai morrer se não lhe der a bolacha, ele vai morrer se o seu habitat natural desaparecer)
- Comprar em mercados locais em vez de supermercados.
- Não comprar produtos em vias de extinção (carapaças de tartaruga, corais, peles e penas, madeiras exóticas)
- Comunicar com as pessoas que vivem nos locais, saber o que se passa, o que gostam, o que os preocupa.
- Usar meios de transporte públicos (não gosto de taxis)
- Voluntariado
Em Nicarágua o turismo não está muito desenvolvido mas nos lugares em que estivemos encontramos sempre um projecto que vale a pena apoiar porque beneficiam o ambiente e a comunidade local:
Léon - hostel Sonati, um hostel sem fins lucrativos, todos os lucros beneficiam a educação ambiental de crianças das comunidades locais. Um lugar com muitas ideias para reutilizar materiais.
Esteli - Café Luz y Hospedaje Luna, um café e um hostel sens fins lucrativos que apoiam projectos nas comunidades locais, é possível comprar legumes biológicos e encontrar um bom mix de viajantes e locais.
Matagalpa - Café Girassol, um café sens fins lucrativos que apoia o trabalho com crianças com deficiências, têm um centro de educação para crianças com necessidades especiais, um projecto único na America Latina.
Granada - Café de las Sonrisas, criado pela ONG Tio Antonio, um café gerido inteiramente por pessoas surdo-mudas, aqui a linguagem é o sorriso :)
Isla de Ometepe - El Zopilote, quinta ecológica, hostel e pizzeria.
Há mais projectos mas estes foram os que visitei e posso recomendar.
| Café de las Sonrisas - Granada, Nicarágua |
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