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28.3.11
18.10.10
crianças invisíveis
Hoje comemora-se o dia europeu de combate ao tráfico de seres humanos e quero partilhar este vídeos sobre as crianças "invisíveis", uma realidade chocante e que não nos pode deixar indiferentes. São 12 videos, este foi o que mais me tocou http://www.youtube.com/watch?v=SGrsjlpoTe4, estão em italiano mas dá para perceber ;)
Em Novembro a Amnistia Internacional vai organizar uma conferência com uma criança-soldado, está atent@ ao site amnistia internacional
E fica aqui o site de uma organização que luta pela liberdade das crianças-soldado invisible children
Em Novembro a Amnistia Internacional vai organizar uma conferência com uma criança-soldado, está atent@ ao site amnistia internacional
E fica aqui o site de uma organização que luta pela liberdade das crianças-soldado invisible children
tráfico DESumano 18|19|20 de Outubro
"O Observatório de Tráfico de Seres Humanos/Ministério da Administração Interna, em parceria com a Câmara Municipal de Loures, promove a exposição Tráfico DESumano, juntamente com a realização de várias mesas redondas. Os objectivos desta iniciativa são: Sensibilizar, Reflectir e Agir." Ver agenda aqui
14.9.10
o que é que tens feito pelos direitos humanos?
Esta é a pergunta que eu tenho feito pelas ruas de Lisboa, enquanto trabalho para a Amnistia Internacional no projecto Face-to-Face. Alguns ignoram-me, outros fazem caretas, outros dizem "nada mas não tenho tempo" e alguns param e trocam uns dedos de conversa comigo. As desculpas são as mesmas, não há tempo, a vida está difícil e parece que os nossos problemas são sempre maiores do que os dos outros. Mas a verdade é que, enquanto nós usufruímos os direitos que constam na declaração de direitos humanos, milhões por esse mundo fora vivem sem dignidade.
Estima-se que 27 milhões de pessoas vivam em escravatura! Mas afinal a escravatura não foi abolida? Legalmente foi abolida mas na realidade está a aumentar. Alguém tem de pagar pelos preços baixos praticados no ocidente...
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 43,3 milhões de pessoas tiveram de deixaram as suas casas no ano passado.
Estima-se que 27 milhões de pessoas vivam em escravatura! Mas afinal a escravatura não foi abolida? Legalmente foi abolida mas na realidade está a aumentar. Alguém tem de pagar pelos preços baixos praticados no ocidente...
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 43,3 milhões de pessoas tiveram de deixaram as suas casas no ano passado.
31.8.10
o tráfico humano aqui tão perto...
Notícia do jornal i:
"Escravas sexuais. Justiça acusa clãs ciganos de explorar portuguesas
J. e A. (que nunca chegou a ser localizada pelas autoridades) foram transportadas de Portugal para as quintas - fincas, em castelhano - em Espanha. Ficaram sob controlo das arguidas I. Carromão e V. Carromão, do clã Carromão. As mulheres eram obrigadas a manter relações sexuais com os trabalhadores, bem como com o homem que controlava o esquema de trabalho dos portugueses em Espanha." ler o resto da notícia aqui
J. e A. (que nunca chegou a ser localizada pelas autoridades) foram transportadas de Portugal para as quintas - fincas, em castelhano - em Espanha. Ficaram sob controlo das arguidas I. Carromão e V. Carromão, do clã Carromão. As mulheres eram obrigadas a manter relações sexuais com os trabalhadores, bem como com o homem que controlava o esquema de trabalho dos portugueses em Espanha." ler o resto da notícia aqui
9.3.10
dia da Mulher
Eu sei que o dia da Mulher foi ontem mas ainda esta "fresco" o suficiente para falar sobre o assunto.
Nao sei exactamente quando e que surgiu o dia da Mulher mas lembro-me que so comecou a ser falado recentemente. A principio pareceu-me uma ideia estupida - Porque e que as mulheres precisam de um dia? Nao deviamos celebrar todos os dias o facto de sermos mulheres? Se as mulheres tem um dia do ano, sera que os outros 364 dias pertencem aos homens?
Infelizmente, precisamos mesmo de um dia para celebrar a Mulher e para relembrar que em muitas situacoes e lugares do mundo as mulheres nao sao tratadas com o respeito e dignidade que merecem. Durante a minha visita a Escocia participei na conferencia Women Walking with God, conheci mulheres incriveis e tambem pude comprar um livro sobre Trafico Humano. Muitas das historias neste livro tem como personagem principal uma mulher ou menina.
E ha muitas mulheres que mudam o mundo um bocadinho todos os dias, sao maes, avos, irmas, esposas, namoradas, tias, primas, amigas. Sou grata por conhecer tantas mulheres inspiradoras, corajosas, amorosas, maravilhosas... a lista de bons adjectivos poderia continuar...
Nao sei exactamente quando e que surgiu o dia da Mulher mas lembro-me que so comecou a ser falado recentemente. A principio pareceu-me uma ideia estupida - Porque e que as mulheres precisam de um dia? Nao deviamos celebrar todos os dias o facto de sermos mulheres? Se as mulheres tem um dia do ano, sera que os outros 364 dias pertencem aos homens?
Infelizmente, precisamos mesmo de um dia para celebrar a Mulher e para relembrar que em muitas situacoes e lugares do mundo as mulheres nao sao tratadas com o respeito e dignidade que merecem. Durante a minha visita a Escocia participei na conferencia Women Walking with God, conheci mulheres incriveis e tambem pude comprar um livro sobre Trafico Humano. Muitas das historias neste livro tem como personagem principal uma mulher ou menina.
- 80% das vitimas de trafico humano sao mulheres
- 70% das mulheres traficadas sao exploradas sexualmente (nao somente abusadas mas prostituidas)
- 98% das vitimas de trafico para exploracao sexual sao mulheres
E ha muitas mulheres que mudam o mundo um bocadinho todos os dias, sao maes, avos, irmas, esposas, namoradas, tias, primas, amigas. Sou grata por conhecer tantas mulheres inspiradoras, corajosas, amorosas, maravilhosas... a lista de bons adjectivos poderia continuar...
18.11.09
Combater o Tráfico Humano
Nick e Christine Caine iniciaram há cerca de 3 anos um projecto de combate ao tráfico humano intitulado “Campanha A21”, que será apresentado pela primeira vez em Portugal no dia 22 de Novembro, às 11h00 e às 16h00 no antigo Cinema dos Bombeiros Voluntários de Loures. Com muita pena minha, eu não vou poder ir :(
27.6.09
Crise económica empurra milhões de crianças para a exploração laboral e sexual
"Com a diminuição da procura na Europa e na América do Norte e a consequente redução das importações provenientes da Ásia, devido à desaceleração da economia, as empresas locais em países como o Cambodja, Tailândia e Índia são forçadas a despedimentos sem aviso prévio obrigando as famílias pobres a recorrer às crianças como fonte de rendimento alternativo.
A organização não governamental World Vision lançou um alerta sobre os efeitos perversos da crise económica. De acordo com os dados desta agência de ajuda humanitária e desenvolvimento, a pobreza extrema conduz as pessoas para situações de total desespero. Muitas famílias são forçadas a vender ou alugar os filhos para pagar dívidas ou para garantir a alimentação do restante agregado familiar.
No Cambodja 72 por cento das crianças que estão nas fábricas de tijolos são obrigadas a trabalhar porque os pais não têm recursos financeiros para pagar comida e 22 por cento permanecem em regime de exploração laboral infantil para garantir que as famílias paguem as dívidas.
Em Phuket, na Tailândia, verificou-se um crescimento dramático do fluxo migratório de crianças de zonas rurais para trabalharem em bares e clubes nocturnos locais alimentando o turismo sexual.
Nas pedreiras da Costa Leste da Índia, crianças trabalham em regime de escravatura mais de 16 horas por dia e sob temperaturas a rondar os 40 graus.
Em todo o mundo 126 milhões de crianças trabalham em condições de risco permanente e anualmente 1,2 milhões são vítimas de exploração e comércio. A exploração sexual constituiu a forma mais comum de tráfico humano, seguida pelo trabalho infantil e pelo recrutamento de crianças soldados. São crianças que crescem sem terem um brinquedo, sem usufruírem de cuidados médicos e sem nunca entrarem numa escola. O seu destino é serem pobres para o resto da vida.
Muitas vezes a angariação de crianças é feita sob o pretexto de uma vida melhor e um emprego permanente nas cidades garantindo uma renda mensal às famílias pobres das zonas rurais. Quando os pais descobrem que os filhos estão em regime de cativeiro são obrigados a pagar uma verba inimaginável para efectuarem o resgate dos filhos.
O aumento do trabalho infantil está a reduzir os salários em algumas zonas do globo. As crianças recebem em média menos 20 por cento do que um operário adulto que efectua a mesma tarefa. O trabalho infantil gera pobreza e a pobreza fomenta o trabalho infantil. Esta situação cria uma espiral descendente de pobreza. Para quebrar o ciclo é necessário inverter valores e apostar na educação, em mudanças legislativas nacionais e em organismos de supervisão internacional que garantam os direitos fundamentais das crianças e alternativas à insuficiência de rendimento das comunidades socialmente excluídas, como o recurso ao microcrédito e outras ferramentas que permitam a autonomização das famílias.
100 anos depois da abolição da escravatura o tráfico humano continua a ser uma prática recorrente nos países mais pobres do planeta. A ONG Christian Aid envia regularmente emissários aos mercados de escravos no Sudão e no Gana para negociar pessoas e restituir‑lhes a liberdade.
Nos últimos meses assistimos a um retrocesso nos Objectivo de Desenvolvimento do Milénio. A crise petrolífera e a crise alimentar lançaram 153 milhões de pessoas no fosso da pobreza extrema. A crise económica, para lá de fazer disparar o desemprego, empurrou mais 100 milhões de pessoas para condições de miséria humana.
A crise económica não pode ser o pretexto para os Estados-membros das Nações Unidas esquecerem os compromissos assumidos em Setembro de 2000 quando assinaram a Declaração do Milénio e prometeram reduzir para metade a pobreza extrema e a fome até 2015."
A organização não governamental World Vision lançou um alerta sobre os efeitos perversos da crise económica. De acordo com os dados desta agência de ajuda humanitária e desenvolvimento, a pobreza extrema conduz as pessoas para situações de total desespero. Muitas famílias são forçadas a vender ou alugar os filhos para pagar dívidas ou para garantir a alimentação do restante agregado familiar.
No Cambodja 72 por cento das crianças que estão nas fábricas de tijolos são obrigadas a trabalhar porque os pais não têm recursos financeiros para pagar comida e 22 por cento permanecem em regime de exploração laboral infantil para garantir que as famílias paguem as dívidas.
Em Phuket, na Tailândia, verificou-se um crescimento dramático do fluxo migratório de crianças de zonas rurais para trabalharem em bares e clubes nocturnos locais alimentando o turismo sexual.
Nas pedreiras da Costa Leste da Índia, crianças trabalham em regime de escravatura mais de 16 horas por dia e sob temperaturas a rondar os 40 graus.
Em todo o mundo 126 milhões de crianças trabalham em condições de risco permanente e anualmente 1,2 milhões são vítimas de exploração e comércio. A exploração sexual constituiu a forma mais comum de tráfico humano, seguida pelo trabalho infantil e pelo recrutamento de crianças soldados. São crianças que crescem sem terem um brinquedo, sem usufruírem de cuidados médicos e sem nunca entrarem numa escola. O seu destino é serem pobres para o resto da vida.
Muitas vezes a angariação de crianças é feita sob o pretexto de uma vida melhor e um emprego permanente nas cidades garantindo uma renda mensal às famílias pobres das zonas rurais. Quando os pais descobrem que os filhos estão em regime de cativeiro são obrigados a pagar uma verba inimaginável para efectuarem o resgate dos filhos.
O aumento do trabalho infantil está a reduzir os salários em algumas zonas do globo. As crianças recebem em média menos 20 por cento do que um operário adulto que efectua a mesma tarefa. O trabalho infantil gera pobreza e a pobreza fomenta o trabalho infantil. Esta situação cria uma espiral descendente de pobreza. Para quebrar o ciclo é necessário inverter valores e apostar na educação, em mudanças legislativas nacionais e em organismos de supervisão internacional que garantam os direitos fundamentais das crianças e alternativas à insuficiência de rendimento das comunidades socialmente excluídas, como o recurso ao microcrédito e outras ferramentas que permitam a autonomização das famílias.
100 anos depois da abolição da escravatura o tráfico humano continua a ser uma prática recorrente nos países mais pobres do planeta. A ONG Christian Aid envia regularmente emissários aos mercados de escravos no Sudão e no Gana para negociar pessoas e restituir‑lhes a liberdade.
Nos últimos meses assistimos a um retrocesso nos Objectivo de Desenvolvimento do Milénio. A crise petrolífera e a crise alimentar lançaram 153 milhões de pessoas no fosso da pobreza extrema. A crise económica, para lá de fazer disparar o desemprego, empurrou mais 100 milhões de pessoas para condições de miséria humana.
A crise económica não pode ser o pretexto para os Estados-membros das Nações Unidas esquecerem os compromissos assumidos em Setembro de 2000 quando assinaram a Declaração do Milénio e prometeram reduzir para metade a pobreza extrema e a fome até 2015."
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