As mulheres indianas estão a dar o exemplo ao mundo ao guardar sementes e proteger a sua subsistencia e das suas famílias. Uma luta contra as empresas multinacionais, que tem causado suicídios a muitos agricultores e perda de biodiversidade. A Dr. Vandana Shiva encoraja-nos a pensar em duas opcoes para o nosso futuro.
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12.2.13
10.8.12
floresta análoga
Temos tido muitos professores nas
nossas viagens mas uma das melhores lições aprendemos com o Milo. O Milo pertence a uma rede chamada Analog Forestry Network, uma rede
global com o objectivo de restaurar florestas em todo o mundo. A
ideia da floresta análoga é "copiar" a floresta original
porque a floresta original é a que tem as espécies nativas e mais
adaptadas ao ambiente por isso é uma floresta equilibrada, com
diferentes tipos de plantas, árvores, arbustos, flores e ervas. Ali
todas as plantas, animais, organismos tem uma função, até os
fungos têm uma função. Ao "copiar" a floresta original é
possível a ajudar a regeneração da floresta mas também ter
rendimento com a floresta. A agricultura pode e deve estar em
harmonia com o ecossistema.
No caso do Milo ele obtém rendimento
da floresta através de madeira e óleos essenciais. Os óleos
essenciais são produzidos pela extracção a vapor de ervas (ex.:
patchouli, capim-limão ou chá princípe), flores (ylang ylang), casca de árvores
(canela), folhas e bagas (pimenta-da-jamaica)... pode ser extraído aroma de
qualquer parte que seja aromática. Ele mostrou-nos o seu
"laboratório", o forno, a secadora. É muito trabalho: por
cada 60kg de folhas secas de patchouli (imagina mais ou menos 100 kg
de folhas verdes) é possível extrair 1,5l de óleo essencial. Por
isso é que esses frasquinhos são tão caros!
Mas foi a quinta mais bonita que eu já
vi, porque quando entrei ali só vi uma floresta, aparentemente nada
estava a ser cultivado para consumo humano. A vantagem da floresta
análoga em relação à original é que podem ser introduzidas
espécies que são mais produtivas que as espécies originais. Ele
falou-nos num tipo de fruto que não é comestível mas que pertence à família de um fruto que é comestível, assim podem ser introduzidas novas especíes mas que pertençam à mesma família das especíes nativas. As florestas análogas também são um excelente meio de conservar as florestas virgens, porque o rendimento provém da floresta análoga, a floresta virgem é mantida como está.
Recomenda a visita ao website da rede http://www.analogforestrynetwork.org/ para mais informações.
14.7.12
república das bananas...
Nem tudo é lindo e maravilhoso na Costa Rica. Apesar de ser um dos países do mundo com mais áreas protegidas e de continuar a ser um dos refúgios de biodiversidade, continuam a existir problemas ambientais. Passámos por kilometros de plantações de bananas e adivinhem lá para onde estas bananas vão? Não é difícil... E.U.A. e Europa são os principais importadores! Vimos plantações de empresas como a Chiquita e Dole. As bananas são mantidas em sacos de plástico azuis para protecção dos animais e são "bombardeadas" com insecticidas para protecção de pragas. Os sacos vão parar ao mar e podem matar tartarugas e os insecticidas envenenam os solos e água. Já para não falar do solo que fica mais pobre por ser explorado tão intensamente.
Temos de começar a pensar de onde vêem os produtos que consumimos e qual o impacto que isso tem no ambiente. Faz algum sentido importar fruta do outro lado do oceano quando temos fruta em Portugal? Quais os custos ambientais?
| a plantação de bananas em Limón |
| o Rio Banano que passa mesmo ao lado |
Temos de começar a pensar de onde vêem os produtos que consumimos e qual o impacto que isso tem no ambiente. Faz algum sentido importar fruta do outro lado do oceano quando temos fruta em Portugal? Quais os custos ambientais?
29.6.12
piratas das Caraíbas
| não dá para ler bem mas o barco chama-se "JUST LIKE THAT" |
| a casa onde ficámos, feita de madeira, com tecto de folhas de palmeira |
| uma pequena rã, verde florescente com manchas pretas... vimos também rãs vermelhas e insectos azuis |
| eric, o plantador de ananás mais giro das redondezas |
15.6.12
Rio +20 começa na próxima semana
Recomendo a leitura:
"Rio+20 e a Economia Verde: À procura do Rio dos 99%
Nos próximos dias 20, 21 e 22 de Junho a Assembleia Geral das Nações Unidas vai realizar uma cimeira no Rio de Janeiro para assinalar o vigésimo aniversário da primeira Cimeira da Terra, a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), que decorreu na mesma cidade em 1992.
Nesta cimeira foi estabelecida a primeira agenda global para o desenvolvimento sustentável, com a adopção da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC) e a Convenção de Combate à Desertificação. Foi também estabelecida a Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável (CSD) para assegurar o efectivo acompanhamento da UNCED "Cimeira da Terra".
Vinte anos depois, a vida tornou-se mais difícil para a maioria dos habitantes do planeta. O número de pessoas famintas aumentou para quase um bilião, sendo as mulheres e os pequenos agricultores os mais afectados. Enquanto isso, o ambiente está a esgotar-se rapidamente, a biodiversidade está a ser destruída, os recursos hídricos estão a escassear e o clima está em crise. O nosso futuro na Terra está seriamente prejudicado e comprometido, enquanto a pobreza e as desigualdades continuam a aumentar." (continuar a ler)
"Rio+20 e a Economia Verde: À procura do Rio dos 99%
Nos próximos dias 20, 21 e 22 de Junho a Assembleia Geral das Nações Unidas vai realizar uma cimeira no Rio de Janeiro para assinalar o vigésimo aniversário da primeira Cimeira da Terra, a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), que decorreu na mesma cidade em 1992.
Nesta cimeira foi estabelecida a primeira agenda global para o desenvolvimento sustentável, com a adopção da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC) e a Convenção de Combate à Desertificação. Foi também estabelecida a Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável (CSD) para assegurar o efectivo acompanhamento da UNCED "Cimeira da Terra".
Vinte anos depois, a vida tornou-se mais difícil para a maioria dos habitantes do planeta. O número de pessoas famintas aumentou para quase um bilião, sendo as mulheres e os pequenos agricultores os mais afectados. Enquanto isso, o ambiente está a esgotar-se rapidamente, a biodiversidade está a ser destruída, os recursos hídricos estão a escassear e o clima está em crise. O nosso futuro na Terra está seriamente prejudicado e comprometido, enquanto a pobreza e as desigualdades continuam a aumentar." (continuar a ler)
2.11.11
SEED SAVERS TOUR 2011 - Digressão pelas Sementes Livres
No próximo dia 4 de Novembro, Portugal receberá a visita dos Seed Savers da Austrália, Michel e Jude Fanton, precursores da consciência global pela preservação das sementes e da sua divulgação junto dos permacultores e horticultores por todo o mundo. Ao longo de 10 dias partilharão os seus conhecimentos de permacultura e preservação de sementes locais em eventos espalhados de norte a sul do país.
Programa SEED SAVERS TOUR, 4 a 13 de Novembro 2011
4 a 6 de Novembro, São Brás de Alportel, Algarve: Encontro anual da Semente da Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais, a Colher para Semear, com projecção do filme de Michel e Jude Fanton “As Nossas Sementes” (ver sinopse em baixo) seguida de conversa informal no dia 4 pelas 20.30h.
8 de Novembro - 16-18 h, Escola Casa Verdes Anos, Monsanto, Lisboa:Oficina para pais e professores facilitada por Michel e Jude Fanton sobre hortas em escolas.
Inscrições através do email casaverdesanos@gmail.com. Para apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 5 euros.
9 de Novembro - 11-13 h, Horta do Monte, Graça, Lisboa: Oficina para hortelões e interessados facilitada por Michel e Jude Fanton sobre preservação de sementes tradicionais e a criação de redes locais de sementes.
Inscrições através do email sementeslivres@gaia.org.pt. Para apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 3 a 5 euros.
9 de Novembro – 19 h, Auditório da Faculdade de Belas Artes (UL), Lisboa: Projecção pública do filme “As Nossas Sementes”, seguida de debate com Michel e Jude Fanton e oradores convidados.
Para apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 3 euros.
9 de Novembro - a partir das 22 h, no Bartô, Costa do Castelo, Lisboa:Festa benefit "Save Our Seeds - SOS Sementes!", ao som dos Soundclowns,para apoiar a Seed Savers Tour!
10 de Novembro – 15-20 h, Horta do Botânico, Coimbra:
15-17 h: Oficina de sementes com vários especialistas portugueses de sementes e os "seed savers" Michel e Jude Fanton. Contribuição de 5 € (estudantes 3 €).
17-19 h: Oficina de culinária “sementes na mesa”, seguida de jantar convívio com os resultados da oficina. Contribuição de 10 € (estudantes 6 €).
Contribuição para quem faz as 2 oficinas: 12,50 € (estudantes 8 €). Contacte a organização se quer participar mas não tem possibilidade nenhuma de contribuir financeiramente.
Sessão organizada pelo Jardim Botânico e o Grupo Transição Coimbra. Inscrições através do email transicaocoimbra@gmail.com
10 de Novembro – 20.30 h, Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra:Projecção pública do filme “As Nossas Sementes”, seguida de debate com os Fanton e oradores convidados.
Sessão organizada pelo Jardim Botânico, o Grupo Transição Coimbra e o Centro de Estudos Sociais.
12 e 13 de Novembro, Jardim Botânico, Coimbra: Curso de Introdução à Permacultura, facilitado pelo Maurício Umann d'O Fojo, co-facilitado entre outros por Michel e Jude Fanton e Annelieke van der Sluijs. Programa especial de Sábado à noite: Jantar e Tertúlia sobre a Soberania da Semente com a Campanha pelas Sementes Livres.
Curso organizado pelo Jardim Botânico, o Grupo Transição Coimbra e O Fojo com apoio da Campanha pelas Sementes Livres. Ver o cartaz aqui.
Inscrições para o curso ou apenas para a sessão de Sabado até 10 Novembro através de transicaocoimbra@gmail.com
*O investimento (ético) do curso de Permacultura e os donativos em todas as outras sessões reverterão para apoiar a vinda dos Seed Savers a Portugal.*
Para mais informações contactem sementeslivres@gaia.org.pt
21.2.11
sementes livres!
Em 2011 a Comissão Europeia vai propor uma nova regulamentação relativa à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. As novas regras, a serem aprovadas, sobrepor-se-ão às leis nacionais de cada estado-membro, podendo vir a limitar drasticamente a livre circulação de sementes, impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas, onde se incluem muitos milhares de variedades tradicionais, a herança genética vegetal da Europa.
Com esta nova lei, a Comissão Europeia pretende satisfazer os pedidos repetidos da indústria de sementes, que nas últimas décadas assumiu os contornos de um oligopólio, com dez empresas – gigantes da agro-química – a controlar actualmente metade do mercado mundial das sementes comerciais e a quase totalidade do mercado das sementes transgénicas. A indústria de sementes considera que a prática de guardar sementes e a produção de variedades não registadas constituem concorrência 'desleal'. Ao eliminar esta concorrência, sob pretexto de criar um mercado 'justo' e da protecção da saúde pública, as grandes empresas de sementes preparam-se para cobrar direitos aos cerca de 75% de agricultores no mundo que ainda guardam e utilizam as suas próprias sementes.
Durante milhares de anos agricultores pelo mundo fora têm contribuído para a adaptação e melhoramento das plantas para produzir os nossos alimentos. Estas plantas constituem uma fonte insubstituível de recursos genéticos para assegurar o continuado acesso a alimentos, tecidos e medicamentos. A biodiversidade agrícola é um dos pilares da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável e já viu um decréscimo de 50% desde os anos sessenta, com a intensificação da produção agrícola, favorecendo as monoculturas e o uso excessivo de agro-químicos.
A tendência da privatização das sementes, que se iniciou com a autorização de patentes sobre formas de vida, e que a prevista Lei das Sementes vem reforçar, constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão dominar, entre outras, as variedades transgénicas.
Junta-te à Campanha pelas Sementes Livres
Dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa estão a pedir activamente que o direito de produzir sementes permaneça nas mãos dos agricultores e horticultores. As sementes de cultivo são um bem comum, criado por acções humanas ao longo de milénios. Devem permanecer no foro público e sob condições algumas entregues para a exploração exclusiva da indústria de sementes.
Dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa estão a pedir activamente que o direito de produzir sementes permaneça nas mãos dos agricultores e horticultores. As sementes de cultivo são um bem comum, criado por acções humanas ao longo de milénios. Devem permanecer no foro público e sob condições algumas entregues para a exploração exclusiva da indústria de sementes.
Ajuda-nos a inverter o rumo da legislação sobre sementes e a apoiar a biodiversidade agrícola e a agricultura tradicional, com informação on e offline, seminários e campanhas de sensibilização, a dinamização de hortas guardiãs de sementes e feiras de troca de sementes tradicionais, nacionais e internacionais.
Vê mais sobre a Lei das Sementes e a Campanha Europeia pelas Sementes Livres AQUI.
Campanha pelas Sementes Livres
semear o futuro, colher a diversidade
GAIA | Plataforma Transgénicos Fora | Quercus
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