Mostrar mensagens com a etiqueta comércio justo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta comércio justo. Mostrar todas as mensagens

15.3.13

Go Natural - beleza natural

 "A beleza ideal está na simplicidade calma e serena." Goethe

Tenho tentado ao longo dos anos que a minha vida reflicta aquilo em que acredito. Porque aquilo que consumismo tem um grande impacto, não só no nosso corpo mas também no Planeta, na Economia e na vida de outra Pessoas (principalmente aquelas que produzem esses produtos). Comecei por tentar consumir produtos de Comércio Justo. Passei a tentar comprar sempre que possível produtos da região onde me encontro e de origem biológica. Agora também me preocupo se os produtos são sazonais ou não. Mas uma das áreas em que foi mais difícil mudar de hábitos de consumo foi a cosmética...
Não me considero uma pessoa excessivamente vaidosa mas adoro cremes, sabonetes, champô, óleos, máscaras... tudo o que cheire bem e ajude a mimar o corpo. Acho que sou mais mimada que vaidosa :)
Infelizmente, muitos cosméticos estão cheio de elementos tóxicos para nós, para as pessoas que os produzem e para o planeta, além de serem testados em animais! Outra coisa que não me agrada é a imagem que a maioria das marcas de cosméticos vendem - uma imagem irreal, da mulher (ou homem) perfeita e com um padrão de beleza muito limitado. Mulher (e homem) perfeita não existe, existem é bons fotógrafos, maquiadores, cabeleireiros e artistas gráficos!
Felizmente, a natureza tem tudo aquilo que precisamos para cuidarmos do nosso corpo, rosto e cabelos sem os tais tóxicos e a preços muito mais acessíveis. Actualmente há muitas marcas de cosméticos naturais mas é mais barato e natural utilizar ingredientes directamente, em vez de comprar numa embalagem um produto já preparado (Podemos comparar com cozinhar uma refeição ou comprar no take-away, qual é mais saudável e barato?).

Alguns dos ingredientes que mais aprecio são:
Rosto: Argila Verde. Por ser absorvente, desintoxicante, remineralizante, revitalizante, regeneradora, anti-séptica, bactericida, cicatrizante e exfoliante. Elimina toxinas e impurezas e favorece a renovação celular. (Recomendada para peles normais e oleosas, como é caso da minha)
Corpo: Óleo de Amêndoas Doces e Azeite. A Ema do blog "365 coisas que posso fazer" tem uma boa receita para óleo corporal.
Cabelos: Óleo de Côco e Henna. Os cabelos merecem atenção especial, vou escrever mais tarde como cuidar da carapinha ;)
Existem muitas receitas caseiras de beleza, é uma questão de experimentar. Quando tiver tempo vou escrevendo aqui as minhas preferidas. Outras receitas em inglês.

Este pequeno documentário abriu-me os olhos sobre a toxicidade que pode ser encontrada nos componentes de cosméticos e produtos de higiene pessoal.

Mais sobre o projecto The Story of Stuff (outros vídeos e recursos interessantes no site).

27.3.12

Miraflor

Na reserva natural de Miraflor, no norte de Nicarágua, ficamos com uma família da comunidade de Sontule. São plantadores de café biológico, pequenos produtores organizados numa cooperativa. (mais info aqui)
O pai da família Don Adolfo, conta-nos um pouco da sua história que está ligada á história da Nicarágua. Este país viveu, tal como Portugal, mais de 40 anos debaixo de ditadura. A ditadura da família Somoza protegia os seus próprios interesses e a elite latifundiária. Adolfo conta-nos que não pude gozar a sua juventude. Sem direito a estudar e perseguidos pela Guarda Nacional, polícia da ditadura, os jovens decidiram pegar em armas para pôr fim à opressão. A revolução aconteceu em 1979 mas a contra-revolução, apoiada pelos EUA e as suas ideias anti-comunistas, provocou uma guerra civil que durou mais de 10 anos. Adolfo lutou pela liberdade durante esse tempo.
Após a revolução, os latifundiários fugiram do país e o governo entregou as terras ao camponeses. Cada um ficou com a sua parcela, mas a com contra partida que trabalhassem em cooperativas. Doña Marta, a mãe da família, conta-nos que nos anos 80 receberam equipas da Alemanha, Holanda e Inglaterra para ajudar nas colheitas de café. Desde então a cooperação internacional tem se mantido. E esta comunidade tem-se desenvolvido com o selo do comércio justo e café biológico.
Finalmente posso ver que o comércio justo não trata de melhorar individualmente a vida dos pequenos produtores mas de promover a educação, a igualdade de género e o bem-estar da comunidade em geral. Com os prémios que recebem do comércio justo conseguiram material escolar, melhorar o centro médico, comprar uma carrinha para uso da comunidade, o que é bastante importante num lugar tão remoto como este. Só há 1 autocarro que vai de manhã e regressa à tarde da cidade mais próxima - Esteli.
Apesar de tudo, a comunidade está longe de ter um nível de vida cómodo aos olhos ocidentais. O café dá para viver 3 meses do ano, 6 se a colheita for muito boa. As casas não estão ligadas à rede eléctrica. Têm painéis solares, o suficiente para luz, um rádio e uma pequena TV a preto e branco. Mas Adolfo diz: "não queremos estar ligados à rede nacional de electricidade, isso implica cortar muitas árvores e isso é o que não queremos." Conscientes da riqueza natural do sítio onde vivem, querem preservá-la através da agricultura biológica. O próximo projecto será apicultura, querem ter outra fonte de rendimento extra para poder manter os filhos na universidade.
O Eric pergunta a Adolfo como é que conseguem conviver com as pessoas com as quais travaram uma guerra? Ele diz-nos que tiveram de esquecer o ódio e perdoar "Não queríamos que os nossos filhos crescessem com ódio aos filhos deles, nem o contrário." Uma lição para o mundo!
Estou a aprender tanto aqui. Estou a aprender que com pouco se pode fazer muito. Estas famílias são um exemplo de solidariedade e generosidade, percebem que o bem comum é mais importante que o bem individual.
Don Adolfo mostra-nos as montanhas de Miraflor.

28.11.10

com este frio sabe mesmo bem um chocolate quente *hot chocolate from the Island*

Apetecia-me mesmo provar este chocolate quente comércio justo, não só pela descrição ser maravilhosa mas também porque provem de São Tomé, a Ilha de Chocolate. É verdade, São Tomé produz uma das melhores qualidades de cacau do mundo, a variedade "crioullo". A cooperativa que vende este cacau tem 755 membros de 11 aldeias. Todos estes "ingredientes" devem resultar numa bebida deliciosa :)


"São Tomé, also known as Chocolate Island, is steeped in cocoa farming history and renowned for its high quality cocoa bean. This “criollo” bean gives our São Tomé drinking chocolate its delicious velvety, chocolate taste and intense aroma." This hot chocolate is a Cafédirect fairtrade product. If you are in the UK, you should try it, I would :)

16.10.10

Manifesto Pobreza Zero

Mais de 900 Organizações Internacionais em estreita coordenação com organizações e movimentos sociais de base em mais de 100 países promovem a maior mobilizaçãode sempre na história da luta contra a pobreza no mundo. A sociedade portuguesa não pode ficar indiferente. Junta-te a nós e faz ouvir a tua voz!
Unindo as nossas vozes manifestamos:
QUE a persistência da pobreza e da desigualdade no mundo de hoje não tem justificação.
Apesar dos esforços realizados durante décadas, a desigualdade entre ricos e pobres continua a aumentar.
Hoje, mais de 3.000 milhões de pessoas carecem de uma vida digna por causa da pobreza.
Fome, SIDA, analfabetismo, discriminação de mulheres e meninas, destruição da natureza, acesso desigual à tecnologia,deslocação maciça de pessoas devido aos conflitos, migrações provocadas pela falta de equidade na distribuição da riqueza a nível internacional… São as diferentes facetas do mesmo problema: a situação de injustiça que afecta a maioria da população mundial.
QUE o desenvolvimento sustentável no planeta está seriamente ameaçado porque um quinto da população mundial consome irresponsavelmente, com a consequente sobre exploração de recursos naturais.
QUE as razões da desigualdade e a pobreza se encontram na forma como organizamos a nossa actividade política e económica. O comércio internacional e a especulação financeira que privilegia as economias mais poderosas, uma dívida externa asfixiante e injusta para muitos países empobrecidos, bem como um sistema de ajuda internacional escasso e descoordenado tornam a actual situação insustentável.
QUE para conseguir a eficácia das políticas de Desenvolvimento Institucional, o Desenvolvimento Humano Sustentável e Bens Públicos Globais é imprescindível implementar uma governação global democrática e participativa.
QUE o crescimento económico espectacular dos últimos anos não contribuiu para garantir os direitos humanos nem para melhorar as condições de vida em todas as regiões do mundo, nem para as pessoas, independentemente da sua condição,género, etnia ou cultura.
QUE lutar contra a pobreza, nas suas diferentes dimensões, significa actuar contra a exclusão das pessoas, a favor das garantias dos seus direitos económicos, sociais e culturais que se traduzem em protecção, trabalho digno, rendimento, saúde e educação, poder, voz, meios de subsistência sustentáveis, em condições de igualdade.
É um compromisso irrenunciável e inadiável: toda a sociedade no seu conjunto é responsável pela sua concretização.

Unindo as nossas vozes queremos
- MAIS AJUDA pública para o desenvolvimento, dando prioridade aos sectores sociais básicos, até alcançar o compromisso dos 0,7% do RNB
- MELHOR AJUDA, desligada de interesses comerciais, orientada para os países mais pobres e coerente com os Objectivos do Milénio.
- MAIS COERÊNCIA nas diferentes políticas dos nossos governos para que todas elas contribuam para a erradicação da pobreza.
- ELIMINAR A DÍVIDA: os países ricos, o Banco Mundial e o FMI devem perdoar a 100% a dívida dos países mais pobres.
- DÍVIDA POR DESENVOLVIMENTO: investir os recursos criados pela extinção da dívida dos países pobres para alcançar os Objectivos do Milénio.
-MUDAR AS NORMAS DO COMÉRCIO internacional que privilegiam os países ricos e os seus negócios e impedem os governos dos países pobres de decidir como lutar contra a pobreza e proteger o meio ambiente.
- ELIMINAR OS SUBSÍDIOS que permitem exportar os produtos dos países ricos abaixo do preço de custo de produção, prejudicando o sustento das comunidades rurais nos países pobres.
- PROTEGER OS SERVIÇOS PÚBLICOS com o fim de assegurar os direitos à alimentação e o acesso à água potável e a medicamentos essenciais.
- FAVORECER O ACESSO À TECNOLOGIA por parte dos países menos desenvolvidos, de acordo com as suas necessidades, para que possam usufruir dos seus benefícios.

19.3.10

Ética empresarial - precisa-se


Have a break? from Greenpeace UK on Vimeo.

Não sei se reparaste mas o KitKat tem o simbolo FairTrade. Pois é, não basta comprar o cacau proveniente de comércio justo, é preciso respeitar o ambiente também. Antes de pensar nos lucros, que tal pensar de que forma o meu negócio impacta (positiva ou negativamente) as pessoas, os animais, a natureza. Não andamos neste planeta sozinhos...

2.12.09

O Gosto Amargo do Chá

O meu dia começa com uma chávena de chá (normalmente verde). Depois de almoço, outra chávena de chá e antes de dormir mais uma chávena de chá (neste caso, costuma ser uma infusão sem cafeína para manter o meu sono descansado). No inverno, o meu consumo de chá aumenta porque está frio lá fora e não há nada mais reconfortante que um chávena quente de chá.
Estava eu ontem a desfrutar do feriado debaixo de uma manta no sofá da sala quando começa na SIC Noticias uma reportagem sobre o chá (normalmente as reportagens da SIC são muito boas). Como quero ser uma consumidora informada e consciente, claro que tinha de ver Toda a Verdade: O Gosto Amargo do Chá. Realmente, este reportagem deixou-me com um gosto amargo na boca. Ver como os apanhadores de chá (sobretudo mulheres) trabalham 12 horas por dia, a carregar 18 kilos de chá às costas foi uma chávena que não estava à espera de engolir. Além das más condições de trabalho, há o uso de pesticidas sem qualquer protecção, o que tem consequências graves para a saúde e para o ambiente. No Sri Lanka há muitas pessoas que se suicidam com pesticidas, "é como ter uma arma na mesa da cozinha" dizia um dos entrevistados.
"A escravatura não acabou" digo eu.

O que é que está a ser feito para mudar essa realidade?
Há um aumento de plantações orgânicas de comércio justo. Nas plantações orgânicas não são usados pesticidas, o que melhora em muito a saúde dos trabalhadores a longo prazo. Mas o comércio justo não é assim tão justo porque as condições continua a ser terríveis, continuam os dias de trabalho de 10 horas e os muitos kilos carregados às costas. Do que vi nesta reportagem, o dinheiro extra ganho pelo comércio justo é aplicado em electricidade, ou novos telhados, ou na reforma dos trabalhadores.

O que é que eu posso fazer?
Acho que neste caso, deixar de consumir chá não é uma boa solução (ao contrário da carne, ver etiqueta: consumo sustentável). Mas posso comprar chá orgânico (sem pesticidas, que prejudicam muito mais os trabalhadores que os aplicam que os consumidores) e proveniente de comércio justo, que apesar de ainda não ser o que eu considero justo, está um passo mais perto que o comércio com as grandes multinacionais como a Lipton.
 Não posso é fechar os olhos para a realidade das pessoas que produzem aquilo que eu consumo, nem para as condições de vida de pessoas que vivem no Sri Lanka, Bangladesh, Índia ou Quénia, porque apesar da distância também são próximos. "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." 

Recomendo o blogue da Raisa Rasheeka, sobre os trabalhadores das plantações de chá no Bangladesh.

16.11.09

Porquê comprar Artesanato?

A ascensão de cadeias de lojas e a indústria global levou as pessoas a vestirem-se, mobilarem e decorarem da mesma maneira. Perdeu-se a ligação entre produtor e consumidor.

Porquê comprar produtos feitos à mão?

  • Promove o trabalho justo (em vez de trabalho infantil ou mal remunerado usado por grandes empresas)
  • Ajuda a cuidar do ambiente (muitas vezes são usados materiais reciclados e evita-se a poluição causada pela produção industrial)
  • Promove uma relação directa entre o artesão e o comprador (há uma história por detrás de cada produto)
  • Ajuda a manter as tradições e conhecimentos passados de geração em geração (ex. tricot, crochet, origami...)
  • Cada produto é feito com amor, criatividade e originalidade. Ao comprar produtos feitos à mão celebramos a nossa humanidade.
Mais razões em 101 Reasons to Buy Handmade.

2.9.09

Falamos daqui a 2 semanas...

Tenho tanta coisa para partilhar mas não tenho tempo. Amanhã vou para Inglaterra, onde vou participar no Vocal Training (www.speak.org.uk), visitar os meus amigos em Bradford (www.fairgrounds.org.uk) e passar algum tempo com a minha família em Londres.

Regresso no dia 15 de Setembro com muitas histórias para contar...

19.8.09

Fair Grounds

Ainda que os teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos, como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão...
Saint-Exupéry

No meu último post questionava-me sobre a loja de comércio justo em Lisboa, na verdade sentia-me um pouco desanimada. Mas quando estamos a desanimar, Deus coloca algo ou alguém no nosso caminho para nos renovar a esperança. Foi o que aconteceu comigo na semana de oração no Monte dos Carvalhos (que merece um post, mas que fica para mais tarde), entre outras pessoas interessantes, conhecia a Nina. A Nina é uma jovem que abriu uma empresa social de comércio justo - Fair Grounds. A Fair Grounds nasce da paixão da Nina de ser parte da mudança que ela quer ver no mundo. Mesmo sem os conhecimentos de gestão ou aptidão para negócios, a Nina iniciou um projecto muito interresante e inspirador. A Fair Grounds contribui para que pessoas de países em desenvolvimento tenham um salário justo e para a sensibilização e educação dos consumidores sobre comércio global e desenvolvimento, através de campanhas criativas, workshops e actividades.

Sem dúvida uma inspiração para mim. Obrigada Nina!

7.8.09

a minha loja favorita na baixa fechou :(


A única loja de comércio justo na baixa de Lisboa fechou. Gostaria de saber as razões porque fechou... será que não tinha muita adesão? será que as pessoas não sabiam o que era comércio justo? será que a "crise" impede as pessoas de comprarem um produto com mais qualidade a um preço mais elevado mas justo?
De qualquer das formas fico triste porque em Portugal o comércio justo é ignorado e porque agora já não posso comprar chá e chocolate feitos por trabalhadores que recebem um salário e condições justas.
Mas espero que as iniciativas para promover o comércio justo não parem.

11.5.09

comércio justo em lisboa

Ontem fui fazer umas comprinhas à loja de comércio justo na rua da prata. Comprei chá, chocolate e barrinhas de sesamo. Além da qualidade dos produtos (e do sabor também, têm o melhor chá verde que já provei), gosto de fazer compras aqui porque quero contribuir para um mundo mais justo.
O objectivo do comércio justo é ajudar os produtores dos países em vias de desenvolvimento (conhecidos como países de 3º mundo) e promover um desenvolvimento sustentável. Além do pagamento de um preço justo, é dada importância ao desenvolvimento social e ambiental. Muitos dos produtos são biológicos, são promovidos os direitos das mulheres e crianças e uma parte dos lucros é investida na educação e desenvolvimento locais. Artesanato, café, chá, cacao, açucar e chocolate são os produtos mais vendidos, pois são os produtos que muitas vezes não podem ser produzidos nos países desenvolvidos.

A realidade é que os países em vias de desenvolvimento não têm a mesma influência na Organização Mundial de Comércio (WTO) do que os países onde estes produtos são produzidos. Além disso, em muitos destes países os direitos humanos não são respeitados, a utilização de mão-de-obra escrava é comum e não há legislação de proteção ambiental.

Para mais informações sobre a loja de comércio justo em Lisboa clica na foto:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...