Chegar à praia de manhã, quando ainda não há quase ninguém. Ouvir o mar, sentir o ar salgado entrar pelos pulmões e absorver Sol como uma esponja. Isto dá-me vida. E não precisamos de ir longe, Portugal tem tudo isto e mais!
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11.7.15
férias: praia do Loulé Velho
Chegar à praia de manhã, quando ainda não há quase ninguém. Ouvir o mar, sentir o ar salgado entrar pelos pulmões e absorver Sol como uma esponja. Isto dá-me vida. E não precisamos de ir longe, Portugal tem tudo isto e mais!
10.4.15
passear por Monsanto
A propósito da notícia do Público Na CNN, o coração de Portugal é o "Centro of the universe"
apercebi-me que para muita gente o centro de Portugal ainda é desconhecido. Eu que vivo aqui ainda tenho muito para descobrir mas sempre que amigos nos vêm visitar aproveitamos para ir dar uma voltinha e um dos nosso destinos preferidos é MONSANTO!
Esta pequena aldeia já foi considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal. Tem monumentos históricos, beleza natural e uma vista incrível.
apercebi-me que para muita gente o centro de Portugal ainda é desconhecido. Eu que vivo aqui ainda tenho muito para descobrir mas sempre que amigos nos vêm visitar aproveitamos para ir dar uma voltinha e um dos nosso destinos preferidos é MONSANTO!
Esta pequena aldeia já foi considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal. Tem monumentos históricos, beleza natural e uma vista incrível.
1.10.14
Eslovénia
Este pequeno país da ex-Jugoslávia não é muito conhecido por muitos de nós. Mas há boas razoes para ficar a conhecer. Durante 10 dias podemos descobrir um pouco a Eslovénia. Encontramos uma mistura interessante de culturas. A influencia da Áustria pela história do império Austro-húngaro e pela paisagem dos Alpes. E a influencia mediterranea, que podemos ver na boa disposição e nos inúmeros cafés que se espalham pelas vilas e cidades. A cultura do café (bica, expresso, cimbalino) faz-se notar.
As 3 coisas que mais gostei? A natureza (montanhas e lagos de água cristalina), os cafés e os legumes e vegetais frescos. Pareceu-me que os hobbies favoritos dos eslovenos, além de passar tempo no café, são praticar desporto e plantar as suas hortas. Uma visita recomenda-se!
As 3 coisas que mais gostei? A natureza (montanhas e lagos de água cristalina), os cafés e os legumes e vegetais frescos. Pareceu-me que os hobbies favoritos dos eslovenos, além de passar tempo no café, são praticar desporto e plantar as suas hortas. Uma visita recomenda-se!
| Lago Bled - Eslovénia |
| Cascata Vintgar no Parque Nacional Triglav |
| Bolo tradicional de Bled com leite de creme e chantily - mmmmm |
| Casal de namorados na margem do Lago Bled - tão queridos! |
| Teleférico sobre o Lago Bohinj |
| Lago Bohinj |
| A linda Liubliana |
| Aqui há sempre tempo para um café |
| Mercado de Liubliana |
| café na margem do rio Liublianica |
16.10.13
viajantes, nós e os outros
Quando comecei a escrever este post, queria escrever sobre viajar na Alemanha, viajar em Inglaterra e viajar de autocarro, coisa que parece extinta. Mas por falta de tempo e pelas mesmas viagens, fui lendo jornais, fui lendo notícias sobre outros viajantes. Outros viajantes, que ao contrário de mim, não são bem-vindos onde chegam, se chegarem e não são queridos donde partem. Falo dos milhares de refugiados as portas da Europa. Depois de ler notícias destas e destas. O meu post pareceu-me ridículo. Aqui estou eu a balbuciar sobre viagens na Europa, encontros com amigos e familiares, alegrias e inconvenientes como atrasos, avarias ou cansaço, e milhares estão a arriscar as suas vidas por uma réstia de esperança que a Europa os salve. O que me faz diferente de estes milhares? Não sei... eles também tem família e amigos, ou já tiveram e perderam, eles também tem sonhos e medos como eu. Acho que a diferença entre mim e eles é que eles estão do lado de lá e eu tive a sorte de nascer do lado de cá.
Não, não estamos todos no mesmo barco. Nem do lado de cá. Depois de ouvir as declarações do ministro alemão do interior Hans-Peter Friedrich (mais sobre políticas aqui) a dizer que os emigrantes em Lampedusa são um problema de Itália, não há duvidas e não há respeito pela vida humana. Onde esta o respeito pelos direitos humanos, que a Europa gosta tanto de exigir aos países do terceiro mundo? E se há um terceiro mundo, quem e que o criou? Não foi Deus com certeza.
Perante todas estas questões, a minha pequena realidade parece muito pequena para fazer alguma diferença.
Não, não estamos todos no mesmo barco. Nem do lado de cá. Depois de ouvir as declarações do ministro alemão do interior Hans-Peter Friedrich (mais sobre políticas aqui) a dizer que os emigrantes em Lampedusa são um problema de Itália, não há duvidas e não há respeito pela vida humana. Onde esta o respeito pelos direitos humanos, que a Europa gosta tanto de exigir aos países do terceiro mundo? E se há um terceiro mundo, quem e que o criou? Não foi Deus com certeza.
Perante todas estas questões, a minha pequena realidade parece muito pequena para fazer alguma diferença.
Mas faz. Tenho que acreditar que faz. Como as gotas no oceano ou os grãos de areia no deserto.
O que fazer? Amar, amar perto e longe. Continuar a amar a família e os amigos e a vida. Continuar amar os que estão longe e há tantas formas de o fazer. Lutar por justiça e igualdade, defender os direitos humanos e acima de tudo consumir com consciência.
"mi vida la deje entre ceuta y gibraltar" Clandestino - Manu Chao
22.7.12
16.7.12
descanso em viagem
Viajar cansa. E trabalhar em quintas orgânicas cansa também ;)
Depois de um mês na Finca Tocori Verde, tivemos umas merecidas férias na playa Zancudo.
Depois de um mês na Finca Tocori Verde, tivemos umas merecidas férias na playa Zancudo.
couchsurfing em San José, Costa Rica
Couchsurfing.org é um website que conecta pessoas que precisam de um sofá, cama ou chão para dormir enquanto viajam e pessoas que podem acolhe-las. Conheci o couchsurfing na Moldávia e desde então só tenho tido boas experiências. Tenho "surfado" mais do que tenho acolhido, mas quando assentar quero receber pessoas.
Na Costa Rica, o sistema de transportes públicos é bastante bom mas passa sempre pela capital - San José. Ouvimos muitas histórias de "terror" sobre San José mas tínhamos mesmo de passar lá a noite, o nosso autocarro para Golfito partia às 6h30! Mas graças ao couchsurfing fomos recebidos por um simpático rapaz de San José. Carlos e os restantes companheiros de apartamento, mostraram-nos um lado diferente de San José: calmo, verde e com a hospitalidade tica. Uma boa noite de conversas, música, comida e vinho. Nós ouvimos boleros e eles ouviram fado. Pura Vida!
Na Costa Rica, o sistema de transportes públicos é bastante bom mas passa sempre pela capital - San José. Ouvimos muitas histórias de "terror" sobre San José mas tínhamos mesmo de passar lá a noite, o nosso autocarro para Golfito partia às 6h30! Mas graças ao couchsurfing fomos recebidos por um simpático rapaz de San José. Carlos e os restantes companheiros de apartamento, mostraram-nos um lado diferente de San José: calmo, verde e com a hospitalidade tica. Uma boa noite de conversas, música, comida e vinho. Nós ouvimos boleros e eles ouviram fado. Pura Vida!
| eric, carlos e marcos |
14.6.12
uma ilha, dois vulcões
Há uma ilha mágica no meio de um lago, um grande lago! Nicarágua é conhecido pelos seus lagos e vulcões, uma paisagem única. E a ilha Ometepe fica no lago Nicarágua, um segundo maior lago da América Latina. Aqui ficam algumas fotos da nossa semana por lá.
| a aventura começa num barco cheio de pessoas, as paredes rangiam, água a entrar e quase todos "mareados" |
| a primeira noite num hostel, Indio Viejo |
| a ilha produz e "exporta" muitas frutas. o solo vulcanico é muito fertil |
| vulcão Concepcion, ainda está activo! |
| uma piscina natural, com aguas "milagrosas" |
| nada tão refrescante como água de côco! |
| não há muitos autocarros, por isso andar à boleia é muito comum. Aqui estamos numa carrinha com os miudos que regressam a casa da escola. |
| subida ao vulcão Maderas (inactivo), custou muito mas valeu a pena o esforço! |
| floresta nublada (vulcão Maderas) |
| chegámos ao topo! Eric e o nosso guia. |
| criaturas da ilha... |
| regresso a terra! |
18.5.12
viajante sustentável
Vivemos num mundo globalizado... não sei muito bem explicar este termo ou se o compreendo totalmente. Mas com certeza um reflexo desse mundo globalizado são as viagens que fazemos. Viajar tornou-se tão banal e para algumas pessoas é mesmo um estilo de vida (nos últimos anos tem sido para mim). Nestes últimos 2 meses conhecemos pessoas que estão a viajar pelo mundo há mais de um ano, alguns dizem que vão fazer uma pausa no Natal para estar com a família :)
Li algures que "viajar é das poucas coisas em que se pode gastar dinheiro que realmente nos deixa mais ricos." Mas viajar também pode ter um impacto negativo, principalmente no ambiente e comunidades locais. Não é preciso ir muito longe, basta pensar em algumas vilas algarvias e isso acontece em quase todo o mundo. Há um grande risco no turismo globalizado, o risco da perda de autenticidade.
Mas acredito que é possível viajar e ter um impacto positivo (em nós e nos outros). Há algumas "regras" que tento seguir (seja no estrangeiro ou em Portugal):
Em Nicarágua o turismo não está muito desenvolvido mas nos lugares em que estivemos encontramos sempre um projecto que vale a pena apoiar porque beneficiam o ambiente e a comunidade local:
Léon - hostel Sonati, um hostel sem fins lucrativos, todos os lucros beneficiam a educação ambiental de crianças das comunidades locais. Um lugar com muitas ideias para reutilizar materiais.
Esteli - Café Luz y Hospedaje Luna, um café e um hostel sens fins lucrativos que apoiam projectos nas comunidades locais, é possível comprar legumes biológicos e encontrar um bom mix de viajantes e locais.
Matagalpa - Café Girassol, um café sens fins lucrativos que apoia o trabalho com crianças com deficiências, têm um centro de educação para crianças com necessidades especiais, um projecto único na America Latina.
Granada - Café de las Sonrisas, criado pela ONG Tio Antonio, um café gerido inteiramente por pessoas surdo-mudas, aqui a linguagem é o sorriso :)
Isla de Ometepe - El Zopilote, quinta ecológica, hostel e pizzeria.
Há mais projectos mas estes foram os que visitei e posso recomendar.
Li algures que "viajar é das poucas coisas em que se pode gastar dinheiro que realmente nos deixa mais ricos." Mas viajar também pode ter um impacto negativo, principalmente no ambiente e comunidades locais. Não é preciso ir muito longe, basta pensar em algumas vilas algarvias e isso acontece em quase todo o mundo. Há um grande risco no turismo globalizado, o risco da perda de autenticidade.
Mas acredito que é possível viajar e ter um impacto positivo (em nós e nos outros). Há algumas "regras" que tento seguir (seja no estrangeiro ou em Portugal):
- Não deitar lixo no chão, reciclar sempre que possível (parece óbvio mas não é raro ver garrafas de coca-cola em áreas protegidas)
- Não alimentar a vida selvagem (o macaquinho não vai morrer se não lhe der a bolacha, ele vai morrer se o seu habitat natural desaparecer)
- Comprar em mercados locais em vez de supermercados.
- Não comprar produtos em vias de extinção (carapaças de tartaruga, corais, peles e penas, madeiras exóticas)
- Comunicar com as pessoas que vivem nos locais, saber o que se passa, o que gostam, o que os preocupa.
- Usar meios de transporte públicos (não gosto de taxis)
- Voluntariado
Em Nicarágua o turismo não está muito desenvolvido mas nos lugares em que estivemos encontramos sempre um projecto que vale a pena apoiar porque beneficiam o ambiente e a comunidade local:
Léon - hostel Sonati, um hostel sem fins lucrativos, todos os lucros beneficiam a educação ambiental de crianças das comunidades locais. Um lugar com muitas ideias para reutilizar materiais.
Esteli - Café Luz y Hospedaje Luna, um café e um hostel sens fins lucrativos que apoiam projectos nas comunidades locais, é possível comprar legumes biológicos e encontrar um bom mix de viajantes e locais.
Matagalpa - Café Girassol, um café sens fins lucrativos que apoia o trabalho com crianças com deficiências, têm um centro de educação para crianças com necessidades especiais, um projecto único na America Latina.
Granada - Café de las Sonrisas, criado pela ONG Tio Antonio, um café gerido inteiramente por pessoas surdo-mudas, aqui a linguagem é o sorriso :)
Isla de Ometepe - El Zopilote, quinta ecológica, hostel e pizzeria.
Há mais projectos mas estes foram os que visitei e posso recomendar.
| Café de las Sonrisas - Granada, Nicarágua |
2.5.12
uma casa na árvore
Saímos da reserva natural de Miraflor em meados de Abril, depois da Páscoa. E decidimos visitar um pouco mais Nicarágua. Estivemos em Esteli, Matagalpa e Granada. Mas precisávamos de um projecto, uma quinta. Não encontrámos uma quinta mas sim uma casa na árvore. Um hostel no meio da selva, mas o meio da selva é só a 15 minutos da cidade! Um lugar espetacular mas não ficámos muito tempo. Os lugares podem ser espetaculares mas o mais importante são as pessoas. E quando as pessoas não estão bem e não querem ajuda, é melhor sair. Ficam as memórias e as fotos:
| os nossos vizinhos |
| aqui as camas de rede são a peça de mobiliário mais popular |
| vista do bar |
| nós dormimos ali. confortável mas muitos bichos, incluindo uma tarântula :) |
| espaço para Yoga |
| piscinas naturais |
| pôr-do-sol, o meu momento favorito do dia |
27.3.12
Miraflor
Na reserva natural de Miraflor, no norte de Nicarágua, ficamos com uma família da comunidade de Sontule. São plantadores de café biológico, pequenos produtores organizados numa cooperativa. (mais info aqui)
O pai da família Don Adolfo, conta-nos um pouco da sua história que está ligada á história da Nicarágua. Este país viveu, tal como Portugal, mais de 40 anos debaixo de ditadura. A ditadura da família Somoza protegia os seus próprios interesses e a elite latifundiária. Adolfo conta-nos que não pude gozar a sua juventude. Sem direito a estudar e perseguidos pela Guarda Nacional, polícia da ditadura, os jovens decidiram pegar em armas para pôr fim à opressão. A revolução aconteceu em 1979 mas a contra-revolução, apoiada pelos EUA e as suas ideias anti-comunistas, provocou uma guerra civil que durou mais de 10 anos. Adolfo lutou pela liberdade durante esse tempo.
Após a revolução, os latifundiários fugiram do país e o governo entregou as terras ao camponeses. Cada um ficou com a sua parcela, mas a com contra partida que trabalhassem em cooperativas. Doña Marta, a mãe da família, conta-nos que nos anos 80 receberam equipas da Alemanha, Holanda e Inglaterra para ajudar nas colheitas de café. Desde então a cooperação internacional tem se mantido. E esta comunidade tem-se desenvolvido com o selo do comércio justo e café biológico.
Finalmente posso ver que o comércio justo não trata de melhorar individualmente a vida dos pequenos produtores mas de promover a educação, a igualdade de género e o bem-estar da comunidade em geral. Com os prémios que recebem do comércio justo conseguiram material escolar, melhorar o centro médico, comprar uma carrinha para uso da comunidade, o que é bastante importante num lugar tão remoto como este. Só há 1 autocarro que vai de manhã e regressa à tarde da cidade mais próxima - Esteli.
Apesar de tudo, a comunidade está longe de ter um nível de vida cómodo aos olhos ocidentais. O café dá para viver 3 meses do ano, 6 se a colheita for muito boa. As casas não estão ligadas à rede eléctrica. Têm painéis solares, o suficiente para luz, um rádio e uma pequena TV a preto e branco. Mas Adolfo diz: "não queremos estar ligados à rede nacional de electricidade, isso implica cortar muitas árvores e isso é o que não queremos." Conscientes da riqueza natural do sítio onde vivem, querem preservá-la através da agricultura biológica. O próximo projecto será apicultura, querem ter outra fonte de rendimento extra para poder manter os filhos na universidade.
O Eric pergunta a Adolfo como é que conseguem conviver com as pessoas com as quais travaram uma guerra? Ele diz-nos que tiveram de esquecer o ódio e perdoar "Não queríamos que os nossos filhos crescessem com ódio aos filhos deles, nem o contrário." Uma lição para o mundo!
Estou a aprender tanto aqui. Estou a aprender que com pouco se pode fazer muito. Estas famílias são um exemplo de solidariedade e generosidade, percebem que o bem comum é mais importante que o bem individual.
O pai da família Don Adolfo, conta-nos um pouco da sua história que está ligada á história da Nicarágua. Este país viveu, tal como Portugal, mais de 40 anos debaixo de ditadura. A ditadura da família Somoza protegia os seus próprios interesses e a elite latifundiária. Adolfo conta-nos que não pude gozar a sua juventude. Sem direito a estudar e perseguidos pela Guarda Nacional, polícia da ditadura, os jovens decidiram pegar em armas para pôr fim à opressão. A revolução aconteceu em 1979 mas a contra-revolução, apoiada pelos EUA e as suas ideias anti-comunistas, provocou uma guerra civil que durou mais de 10 anos. Adolfo lutou pela liberdade durante esse tempo.
Após a revolução, os latifundiários fugiram do país e o governo entregou as terras ao camponeses. Cada um ficou com a sua parcela, mas a com contra partida que trabalhassem em cooperativas. Doña Marta, a mãe da família, conta-nos que nos anos 80 receberam equipas da Alemanha, Holanda e Inglaterra para ajudar nas colheitas de café. Desde então a cooperação internacional tem se mantido. E esta comunidade tem-se desenvolvido com o selo do comércio justo e café biológico.
Finalmente posso ver que o comércio justo não trata de melhorar individualmente a vida dos pequenos produtores mas de promover a educação, a igualdade de género e o bem-estar da comunidade em geral. Com os prémios que recebem do comércio justo conseguiram material escolar, melhorar o centro médico, comprar uma carrinha para uso da comunidade, o que é bastante importante num lugar tão remoto como este. Só há 1 autocarro que vai de manhã e regressa à tarde da cidade mais próxima - Esteli.
Apesar de tudo, a comunidade está longe de ter um nível de vida cómodo aos olhos ocidentais. O café dá para viver 3 meses do ano, 6 se a colheita for muito boa. As casas não estão ligadas à rede eléctrica. Têm painéis solares, o suficiente para luz, um rádio e uma pequena TV a preto e branco. Mas Adolfo diz: "não queremos estar ligados à rede nacional de electricidade, isso implica cortar muitas árvores e isso é o que não queremos." Conscientes da riqueza natural do sítio onde vivem, querem preservá-la através da agricultura biológica. O próximo projecto será apicultura, querem ter outra fonte de rendimento extra para poder manter os filhos na universidade.
O Eric pergunta a Adolfo como é que conseguem conviver com as pessoas com as quais travaram uma guerra? Ele diz-nos que tiveram de esquecer o ódio e perdoar "Não queríamos que os nossos filhos crescessem com ódio aos filhos deles, nem o contrário." Uma lição para o mundo!
Estou a aprender tanto aqui. Estou a aprender que com pouco se pode fazer muito. Estas famílias são um exemplo de solidariedade e generosidade, percebem que o bem comum é mais importante que o bem individual.
| Don Adolfo mostra-nos as montanhas de Miraflor. |
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