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1.1.15
14.1.13
ano novo. país novo.
Desde que regressei da América Latina que não tenho dado notícias a nível pessoal. Nestes últimos meses matei saudades da família, dos amigos e de Portugal. Também foram momentos de reflexão e tomada de decisões para os próximos meses. Quem me conhece ou quem tem acompanhado este blog consegue adivinhar que o meu futuro passará pela vida rural (ou ruralidade urbana). Acredito que mais tarde ou mais cedo, todos nós teremos de reaproximar-nos da terra, do meio ambiente e viver em mais harmonia com a natureza.
Embora Portugal seja um país que ofereça oportunidades para quem quer mudar-se da cidade para o campo (há imensas comunidades, projectos e coisas fantásticas a acontecer, recomendo a consulta do site da Rede de Transição e Permacultura), antes de uma grande mudança é necessário preparação. 2013 será um ano de preparação e esperança. Neste momento a Alemanha oferece-nos melhores condições para estudar, trabalhar, poupar e preparar o futuro que será em Portugal, esperamos! Custa-me partir, custa-me ver muitos dos meus amigos emigrar por não terem oportunidades. Não é justo! Mas acredito que muitos, como eu, sonham em regressar e fazer parte da mudança que terá de acontecer.
O primeiro passo será aprender alemão. Tarefa nada fácil mas até agora tenho tido bastante motivação. Apesar de muitas pessoas falarem inglês, não é possível viver e trabalhar (num emprego normal) sem falar alemão. Diria até que é mais fácil viver em Portugal sem falar português do que viver na Alemanha sem falar alemão. Mas o Eric e a sua família tem me incentivado bastante a aprender. O meu curso começa só em Fevereiro, até lá sou autodidacta.
O segundo passo será encontrar um apartamento, também não tem sido uma tarefa fácil. Com o preço das rendas na Alemanha, a solução passa por dividir apartamentos. Convém ter afinidade com as pessoas com quem vamos viver, já que vamos ter de dividir muito com el@s.
O terceiro passo será encontrar trabalho. Pelo que percebi não é difícil para os alemães encontrar trabalho, é difícil encontrar um trabalho que gostem ou que lhes dê condições para uma vida saudável. Aqui muitas pessoas trabalham por turnos ou em horários que não lhes permitem ver a luz do sol (quando faz sol ;). O que procuro é apenas um trabalho que seja compatível com o horário do meu curso e me ajude a pagar as contas. Trabalhar na área em que estudei está fora de questão com o meu nível muito básico de alemão.
Claro que também há muitas oportunidades a nível social e activismo: Movimento de Transição em Weimar (a cidade onde irei viver), movimento pro agricultura solidária, squat e claro, muitas manifestações ao longo do ano, sobretudo anti-nazis.
Vou tentar ir dando notícias por aqui ou pela minha conta do twitter. Apesar de estar no facebook, não gosto muito de colocar informação pessoal lá.
Que 2013 seja um ano de esperança renovada para todos os que lutam por paz e justiça!
Embora Portugal seja um país que ofereça oportunidades para quem quer mudar-se da cidade para o campo (há imensas comunidades, projectos e coisas fantásticas a acontecer, recomendo a consulta do site da Rede de Transição e Permacultura), antes de uma grande mudança é necessário preparação. 2013 será um ano de preparação e esperança. Neste momento a Alemanha oferece-nos melhores condições para estudar, trabalhar, poupar e preparar o futuro que será em Portugal, esperamos! Custa-me partir, custa-me ver muitos dos meus amigos emigrar por não terem oportunidades. Não é justo! Mas acredito que muitos, como eu, sonham em regressar e fazer parte da mudança que terá de acontecer.
| primeiros dias de neve na Alemanha (foto tirada em Weimar) |
O segundo passo será encontrar um apartamento, também não tem sido uma tarefa fácil. Com o preço das rendas na Alemanha, a solução passa por dividir apartamentos. Convém ter afinidade com as pessoas com quem vamos viver, já que vamos ter de dividir muito com el@s.
O terceiro passo será encontrar trabalho. Pelo que percebi não é difícil para os alemães encontrar trabalho, é difícil encontrar um trabalho que gostem ou que lhes dê condições para uma vida saudável. Aqui muitas pessoas trabalham por turnos ou em horários que não lhes permitem ver a luz do sol (quando faz sol ;). O que procuro é apenas um trabalho que seja compatível com o horário do meu curso e me ajude a pagar as contas. Trabalhar na área em que estudei está fora de questão com o meu nível muito básico de alemão.
Claro que também há muitas oportunidades a nível social e activismo: Movimento de Transição em Weimar (a cidade onde irei viver), movimento pro agricultura solidária, squat e claro, muitas manifestações ao longo do ano, sobretudo anti-nazis.
Vou tentar ir dando notícias por aqui ou pela minha conta do twitter. Apesar de estar no facebook, não gosto muito de colocar informação pessoal lá.
Que 2013 seja um ano de esperança renovada para todos os que lutam por paz e justiça!
13.12.12
XI Mostra de Documentários sobre Direitos Humanos em Sintra
Numa altura em que vemos constantemente um atropelo aos Direitos Humanos é importante estarmos informados, reflectirmos, debatermos e agirmos.
PROGRAMAÇÃO
50 Anos da Amnistia Internacional | 14 de dezembro – 10h30 - Pequeno Auditório
Realização: Jeff Dupree; EUA, 2011, 15’ | M/12
Os Invisíveis | 14 de dezembro – 10h45 - Pequeno Auditório
Realização: Marc Silver & Gael Garcia Bernal; México, 2010, 30’ | M/12
Gandhi’s Children | 14 de dezembro – 15h30 - Pequeno Auditório
Realização: Vishnu Vasu; India, 2011, 56’ | M/12
"Estou para aqui assim" | 14 de dezembro - 21h30 - Pequeno Auditório
Realização: Diogo Pessoa de Andrade; Portugal, 2010, 4' | M/12
Realização: Diogo Pessoa de Andrade; Portugal, 2010, 4' | M/12
Design Atrás das Grades | 14 de dezembro – 21h35 – Pequeno Auditório
(A sessão contará com a presença da realizadora)
Realização: Margarida Leitão; Portugal, 2012, 61’ | M/12
O Preço do Sexo | 15 de dezembro – 21h30 – Pequeno Auditório
Realização: Mimi Chacarova; Moldávia, 2011, 72’ | M/16
Vou Contar para Meus Filhos | 16 de dezembro – 16h00 | Pequeno Auditório
(A sessão contará com a presença de Lília Gondim, ex-presa política no Brasil)
(A sessão contará com a presença de Lília Gondim, ex-presa política no Brasil)
Realização: Tuca Siqueira; Brasil, 2011, 24’ | M/12
A Cidade dos Fotógrafos | 16 de Dezembro – 16h25 | Pequeno Auditório
Realização: Sebastián Moreno; Chile, 2006, 80’ | M/14
21.1.12
Como desviar a atenção do golpe feito aos direitos dos portugueses?
A manifestação de hoje tinha o objectivo protestar contra as medidas de austeridade, mais recentemente o acordo de concertação social, mas infelizmente as atenções caíram sobre os confrontos entre os participantes. Ver notícia do Público. Violência não é solução!
Recomendo também o artigo de Leonel Moura, Desobediência Civil no Jornal de Negócios.
Recomendo também o artigo de Leonel Moura, Desobediência Civil no Jornal de Negócios.
Manifesto 2012
"Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos." Luís de Camões
Foto Eric Conrath @ Porto
Para mim parece que o ano só começou esta semana. Depois de começar o ano no encontro de jovens Taize em Berlim, passei uma semana na Alemanha e depois um fim-de-semana no Porto para conhecer o mais recente membro do clã Vicente, a minha linda sobrinha Ema! Ter a Ema nos meus braços e olhar para o meu sobrinho Shaheer deu-me esperança. Uma nova geração está a crescer!
Eis o que tenho pensado para 2012, o que gostava de realizar e ver manifesto no mundo:
1. Confiar. Um dos pontos-chave da mensagem do irmão Alois (ler carta). Lembro-me de algo que ouvi e que quero que continue a ecoar em 2012 "quando confiamos em alguém, mostramos que acreditamos nessa pessoa e relembramos que ela foi criada para mais do que se pode ver." Mas para mim o mais difícil é mesmo confiar em mim, acreditar que eu posso ser e fazer mais.
2. Abraçar a simplicidade. Eu escolhi viver uma vida simples, focar naquilo que é essencial (para mim os relacionamentos) e não no supérfluo. Mas às vezes dou por mim a querer mais do que preciso (aquelas sandálias tão giras ou aquele creme biológico) e a ficar frustrada por não poder ter.
3. Desperdiçar menos. Menos tempo no facebook, mais tempo a ler (livros de preferência). Menos comida, mais qualidade. Menos compras, mais reutilização.
4. Dar mais mimo. Depois de no ano passado ter feito um workshop de Indian Head Massage no Espaço dos Girassóis, quero aprender mais técnicas de massagem para poder mimar amigos e família.
5. Continuar a viajar. 2011 foi o ano das viagens a Leste: Moldávia, Roménia, Ucrânia e Hungria. Espero que 2012 seja mais a Sul.
6. Resistência pacífica. Na Moldávia tive oportunidade de ir a muitas manifestações. Desde que cheguei a Portugal já fui a algumas mas acredito que a melhor forma de resistir a um sistema injusto é mesmo pensar e viver de maneira diferente. Há muitas iniciativas a acontecer em Portugal, basta dar uma vista de olhos pela rede de Transição e Permacultura.
t-shirt da plataforma 15 de Outubro
Tudo de bom para 2012 e que possamos aprender com as coisas menos boas.
27.2.11
postais da Primavera
Não sei que palavra escolheria para descrever os dois últimos meses: diferente, inconstante... não sei. O que sei é que não nasci para viver no Inverno. O frio, a falta do sol, a falta de verde, de ouvir pássaros cantar... Mas no meu Inverno também há postais da Primavera e para isso muito tem contribuído a comunidade de voluntários EVS em Chisinau.
No início deste mês participei no International Fairy Tale Day, um dia organizado pelos voluntários com actividades relacionadas com contos de fadas para as crianças de Chisinau. Foi uma dia mesmo divertido para as crianças e também para mim, que ajudei na decoração e também na hora de distribuir comida e bebidas (senti-me uma verdadeira barmaid das bebidas sem álcool).
Flores, borboletas, joaninhas feitas de garrafas de plástico e pintadas pelos meninos e meninas do meu centro.
A palhaça Chris a ensinar um menino-tigre a fazer a sua carteira com pacote de sumo no dia Internacional dos Contos de Fadas.
Tenho também participado nalgumas acções da Amnistia Internacional Moldova. Podem ver algumas fotos sobre o protesto em frente à embaixada da Bielorussia para pedir a libertação de presos políticos aqui.
Além de todas estas actividades é bom partilhar a casa com outros voluntários. No início fiquei com uma família de acolhimento, mas morava muito longe e não me sentia em casa... estava sempre a andar em bicos de pés com medo de estorvar. Agora vivo com outros voluntários e além de partilharmos o apartamento, partilhamos também os nossos dotes culinários, as nossas culturas, as nossas opiniões e experiências.
Pizza feita pelo pelo Michael (ele não é italiano mas safa-se bem :)
Outra notícia que penetrou o meu inverno como um raio de sol, foi o nascimento do meu sobrinho Shahir! Que alegria saber que ele nasceu bem, que está bem e que é a alegria lá de casa. Bem-vindo Shahir que sejas feliz, que nos tragas muito alegria.
Comprei estas botinhas para o Shahir a uma senhora que faz estas botinhas e as vende na rua. Corta-me o coração pensar que esta senhora, que provavelmente é avó de alguém, passa os dias ao frio a tentar vender estas botinhas para poder sobreviver.
6.12.10
Somos Aquilo Que Fazemos *We Are What We Do*
Encontrei um site carregadinho de ideias para boas acções wearewhatwedo.org. Ideias para poupar água e energia, para pensar no que bebemos e comemos, para reciclar mais e desperdiçar menos, viajar melhor, cuidar do sítio onde vivemos, incluir toda a gente, passar tempo com pessoas de outra geração, ter uma mente sã em corpo são, pensar globalmente, usar o nosso dinheiro para o bem, mudar as coisas no escritório e alegrar o dia de alguém... são ideias boas e simples que qualquer pessoa pode fazer para melhorar o mundo à sua volta. MAS estava aqui a pensar nessa história de que somos aquilo que fazemos e tenho de dizer que SOMOS MUITO MAIS DO QUE O QUE FAZEMOS. Penso nas pessoas que podem fazer pouco ou nada, como as pessoas incapacitadas fisicamente. Será que alguém é menos pessoa por não poder escovar os dentes, separar o lixo ou ter um emprego "normal"? A nossa sociedade está tão assente naquilo que fazemos ou que temos, que exclui aqueles que não podem fazer muito.
Uma família amiga sofre há 5 anos pelo pai/avô que ficou incapacitado após um acidente de viação. Tive a oportunidade de visitá-lo na minha viagem aos Estados Unidos e posso dizer que apesar do Chuck não poder fazer muita coisa, ele não perdeu a dignidade. Dá para ver um brilho nos olhos, alguma coisa que não sei explicar... ele é uma pessoa especial.
É importante fazer boas coisas mas não podemos limitar as pessoas àquilo que fazem. Temos de valorizar quem as pessoas são. Toda a gente gosta de bebés (quase toda a gente) mas eles não fazem nada por isso, limitam-se a ser e nós "derretemo-nos" com eles.
Mudar o mundo começa de dentro para fora.
É importante fazer boas coisas mas não podemos limitar as pessoas àquilo que fazem. Temos de valorizar quem as pessoas são. Toda a gente gosta de bebés (quase toda a gente) mas eles não fazem nada por isso, limitam-se a ser e nós "derretemo-nos" com eles.
Mudar o mundo começa de dentro para fora.
4.11.10
3.10.10
24 horas pelo combate à pobreza - dia 6 de Outubro
Uma iniciativa que não podia vir em melhor altura. 24 horas de sensibilização, protesto e chamada de atenção para o combate à pobreza em todo o país. Ver actividades no blog.
12.8.10
criatividade ao serviço dos direitos humanos no Myanmar (Birmânia)
Freedom In Your Hands from Amnesty International on Vimeo.
Uma campanha simples e criativa para chamar atenção dos líderes internacionais em relação aos abusos dos direitos humanos no Myanmar (Birmânia). A prémio nobel da paz Aung San Suu Kyi continua presa injustamente e volta a ser excluída das eleições este ano. Até quando vai manter-se a injustiça e opressão?
30.6.10
16.4.10
Manifesta! Não vou poder ir :( mas fica a info
Manifesta! Dia 17 Abril, sábado, às 15h na Praça do Rossio, Lisboa
A Plataforma Transgénicos Fora convoca todos os cidadãos a manifestarem-se contra a proposta de introdução de arroz transgénico na União Europeia, no dia 17 de Abril a partir das 15h na Praça do Rossio em Lisboa. Com esta concentração na Praça do Rossio pretendemos informar e chamar a atenção de tod@s sobre esta situação, e mostrar que os cidadãos portugueses não querem a aprovação de arroz transgénico produzido e consumido em Portugal.
Teremos banca informativa, jogos, música e um enorme arroz doce biológico para partilhar! :)
Esta manifesta! está integrada num dia internacional de acção contra os transgénicos, focando-se no actual problema da tentativa de introdução de Arroz Transgénico em Portugal, e representando solidariamente também o dia da Luta Camponesa (no 17 de abril de 1996, 19 camponeses foram assassinados durante uma manifestação do “Movimento dos Sem Terra”, pela policía brasileira. Desde então assinala-se o Dia Internacional da Luta Camponesa, em memória dos falecidos e pelas lutas dos camponeses em geral.)
Os transgénicos ameaçam a nossa saúde e o meio ambiente. Contaminam outros cultivos e destroem a agricultura familiar, agravando a fome no mundo. A coexistencia não é possível. Somos consumidores/as e agricultores/as e temos o direito e a responsabilidade de conhecer e decidir como e onde se produzem os nossos alimentos.
Alguns dos perigos destes cultivos para o meio ambiente e para a agricultura são o aumento do uso de tóxicos (pesticidas e herbicidas) na agricultura, a contaminação genética, a contaminação do solo, a perda de biodiversidade, o desenvolvimento de resistências em insectos ou os efeitos não desejados noutros organismos. Os efeitos sobre os ecossistemas são irreversíveis e imprevisíveis.
Os transgénicos reforçam o controlo da alimentação mundial por parte de meia dúzia de empresas multinacionais.
A Plataforma Transgénicos Fora convoca todos os cidadãos a manifestarem-se contra a proposta de introdução de arroz transgénico na União Europeia, no dia 17 de Abril a partir das 15h na Praça do Rossio em Lisboa. Com esta concentração na Praça do Rossio pretendemos informar e chamar a atenção de tod@s sobre esta situação, e mostrar que os cidadãos portugueses não querem a aprovação de arroz transgénico produzido e consumido em Portugal.
Teremos banca informativa, jogos, música e um enorme arroz doce biológico para partilhar! :)
Esta manifesta! está integrada num dia internacional de acção contra os transgénicos, focando-se no actual problema da tentativa de introdução de Arroz Transgénico em Portugal, e representando solidariamente também o dia da Luta Camponesa (no 17 de abril de 1996, 19 camponeses foram assassinados durante uma manifestação do “Movimento dos Sem Terra”, pela policía brasileira. Desde então assinala-se o Dia Internacional da Luta Camponesa, em memória dos falecidos e pelas lutas dos camponeses em geral.)
Os transgénicos ameaçam a nossa saúde e o meio ambiente. Contaminam outros cultivos e destroem a agricultura familiar, agravando a fome no mundo. A coexistencia não é possível. Somos consumidores/as e agricultores/as e temos o direito e a responsabilidade de conhecer e decidir como e onde se produzem os nossos alimentos.
Alguns dos perigos destes cultivos para o meio ambiente e para a agricultura são o aumento do uso de tóxicos (pesticidas e herbicidas) na agricultura, a contaminação genética, a contaminação do solo, a perda de biodiversidade, o desenvolvimento de resistências em insectos ou os efeitos não desejados noutros organismos. Os efeitos sobre os ecossistemas são irreversíveis e imprevisíveis.
Os transgénicos reforçam o controlo da alimentação mundial por parte de meia dúzia de empresas multinacionais.
27.12.09
18.11.09
jovens activistas procuram-se!
Todos os anos a Amnistia Internacional realiza o Campo de Trabalho para Jovens - uma iniciativa que conta normalmente com a participação de cerca de 100 jovens (dos 15 aos 18 anos) de todo o país e que pretende sensibilizá-los para as questões dos direitos humanos, assim como mobilizar os jovens para o activismo. O Campo deste ano, a 10ª edição, realiza-se de 28 de Novembro a 1 de Dezembro de 2009, na Colónia de Férias da Praia Azul em Torres Vedras. As inscrições já estão abertas e decorrem até 22 de Novembro.
Mais informações no site da Amnistia Internacional Portugal.
23.10.09
350 - o que é que este número tem de especial?

"350 partes por milhão é aquilo que muitos cientistas, especialistas em clima e governos progressistas consideram agora ser o limite superior de segurança para a quantidade de CO2 na nossa atmosfera. O acelerado aquecimento do Ártico e outros impactos climáticos precoces levaram os cientistas a concluir que estamos já acima da zona de segurança com as atuais 387 ppm, e que a menos que consigamos regressar rapidamente às 350 ppm neste século, arriscamo-nos a atingir impactos irreversíveis, como é o caso do derretimento da placa gelada da Groenlândia e à libertação em massa de metano derivada desse derretimento." (saber mais em 350.org)
Pelo que entendo 350 ppm é um limite de segurança e significa que temos de urgentemente travar o crescimento de emissões de CO2, aliás, não só travar mas diminuir as emsissões de C02. Como a cimeira para a discussão das alterações climáticas vai realizar-se este ano em Copenhaga, é altura de chamar-mos atenção dos nossos governos, empresas e público em geral. Amanhã dia 24 de outubro vai ser o maior Dia Internacional de Acção Climática de sempre, podes juntar-te a uma acção, há dezenas por todo o país:
http://www.350.org/pt/action-list?country=pt&city=
http://www.350.org/pt/action-list?country=pt&city=
Podes também juntar-te a uma a acção de conservação da natureza em Cascais:
25.9.09
Vamos ao Parque?

PARKing Day é uma iniciativa anual em que artistas, activistas e publico colaboram para temporariamente converter espaços pagos de parqueamento em agradáveis espaços verdes. Se queres saber mais há fotos, videos e informação aqui.
24.9.09
21.9.09
Acordar para as alterações climáticas

Hoje participei na acção global da Avaaz com o objectivo de "acordar" os nossos lideres para a importância da próxima Cimeira Climática da ONU, a realizar em Copenhaga em Dezembro. A acção é muito simples: fazer uma chamada para o Primeiro-ministro, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional ou Ministro dos Negócios Estrangeiros. Eu resolvi ligar para o ministro do Ambiente Francisco Nunes Correia. Fui muito bem atendida, provavelmente, pela proximidade das eleições mas temos que aproveitar estas oportunidades ;) Obviamente, não consegui falar com o ministro mas falei com alguém que me assegurou que a mensagem vai ser transmitida. Espero que sim! Precisamos unir esforços para gerir as alterações climáticas que alguns países já estão a sofrer e travar o aquecimento global.
Ficam aqui alguns recursos sobre Alterações Climáticas:
20.9.09
Cristãos Activistas
Uma das razões da minha ida a Inglaterra foi a oportunidade de conhecer melhor a SPEAK e participar num fim-de-semana de formação organizado pela rede. Foi um tempo inspirador, mesmo a orientação que eu estava a precisar. A SPEAK é uma rede de jovens cristãos dedicados a mudar a sociedade em diversas áreas através de Oração e Campanhas.



Eu tenho alguns amigos cristãos activistas, activamente envolvidos em campanhas, manifestações, protestos e acções directas não-violentas. Mas estar com um grupo tão ecléctico, com pessoas de estilos de vida tão diferentes (advogados, estudantes, artistas, assistentes sociais) mas todos com o mesmo desejo de ver o Reino de Deus na terra, de andar em justiça e de dar a cara por aqueles que ninguém ouve, dá-me esperança que é realmente possível mudar o mundo. Falamos sobre como podemos viver aquilo em que acreditamos, que é algo que eu tento fazer. Muitas vezes temos convicções mas que depois não se traduzem em acções, a tal história "faz o que eu digo, não faças o que eu faço", que é uma grande treta! Claro que as nossas acções vão sempre falar mais alto que as nossas palavras.
Outro debate que tivemos foi sobre se devemos não cumprir leis injustas ou desobedecer aos nossos lideres (neste caso políticos) como forma de resistência a um sistema corrupto e injusto. Um dos exemplos que me desafiou foi o do Scott Albrecht, que faz parte do movimento Catholic Worker. O movimento Catholic Worker foi iniciado nos Estados Unidos na altura da grande depressão (anos 30) pela Dorothy Day e Peter Maurin baseado nos ensinos de Jesus Cristo (principalmente o Sermão do Monte) para trazer "uma nova sociedade na sombra da velha, uma sociedade que seria mais fácil ser-se bom. Numa sociedade de acordo com estes princípios não haveria lugar para exploração económica ou guerra, discriminação racial, de género ou religiosa, mas seria marcada por uma ordem social cooperativa sem extremos de pobreza ou riqueza, e uma abordagem não-violenta à legítima defesa e resolução de conflitos." Voltando ao Scott, ele vive numa quinta nos arredores de Londres (The Catholic Worker Farm) onde ele e a sua família recebem mulheres sem-abrigo e os seus filhos, refugiadas que não têm direito a subsídios ou apoios no Reino Unido. Cultivam uma horta para consumo da comunidade e também para venda. Além disso participam em acções de resistência contra Armas Nucleares, Comércio de Armas, Políticas Injustas de Asilo Politico e Guerra. O Scott é o exemplo que é possível amar o próximo que está ao nosso lado (as mulheres refugiadas) e os que estão longe (acções contra injustiça que afectam pessoas a milhares de quilometros de distância).
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