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22.11.13

voltar à terra

Voltei... talvez nunca tenha abandonado. Porque até na cidade sempre me rodeei de plantas, sempre procurei colher os frutos que encontrei e sempre me refugiei nos parques.
Mas agora vivo numa Quinta a sério! Aqui há galinhas, cães, gatos e até um burro.
Aqui há árvores de fruto e árvores que limpam o ar e outras que servem de abrigo e de aquecimento.
Aqui há pássaros que cantam o dia todo.
Aqui há plantas na horta e salada nos caminhos.
Aqui há tempo para trabalhar e cuidar da terra, cuidar dos outros e cuidar de mim.
Aqui há tempo e espaço para viver e para sonhar.
Voltei à terra.
a semear aveia

2013 - bom ano para azeitonas


21.10.13

importante partilhar: Armas de Alimentação Maciça

Não podia concordar mais:

"É por isso que se corre o risco de daqui a alguns anos uma espécie de terrorista ser aquele que produz a própria alimentação; que recolhe a própria água e energia; que constrói a própria habitação sem recorrer a crédito; e finalmente, que recolhe e partilha a própria semente.
Satisfazer as nossas necessidades fundamentais fora da esfera do consumismo torna-se cada vez mais um acto de subversão política quando deveria ser um direito fundamental associado à sobrevivência básica." Ler mais aqui.

23.4.13

weimar em transição e camas elevadas

"O movimento de transição surgiu na Irlanda e foi criado por Louise Rooney sendo popularizado por Rob Hopkins na Inglaterra. Depressa se difundiu por todo o mundo, encontrando-se neste momento numa fase de enorme expansão.
Este movimento tem como base o facto de nos aproximarmos do fim da era do petróleo barato e tem como finalidade sensibilizar e dotar as comunidades de capacidades para enfrentar esta situação e as alterações climáticas.
Surgem por todo o mundo, em muitas cidades, associações/ONG dedicadas à realização das mais diversas acções que têm sempre como objectivo a sensibilização e preparação das pessoas para as duas questões mencionadas.
Resumidamente, é um movimento que tem como objectivo transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes do petróleo, mais ligadas à natureza e mais resistentes a crises externas, tanto económicas como ecológicas." mais info em http://www.transitionnetwork.org/

Aqui em Weimar também existe uma Iniciativa de Transição. No sábado passado participámos numa acção organizada por este movimento. Construímos e preparámos uma horta de camas elevadas (raised bead garden em inglês, às vezes é complicado traduzir estes termos).
Nunca pensei que fosse tão fácil. Afinal a união faz a forca e tivemos também ajuda de alguns equipamentos.

O que é uma cama elevada?
copyright http://www.ecofilms.com.au/



Basicamente é uma caixa (pode ser em diferentes formatos) com várias camadas de materiais: ramos, composto, relva cortada, jornais, papel, cartão, folhas, palha, terra... os materiais que estiverem disponíveis.

Nós começámos por construir a nossa caixa, usando uma palete como base (assim podemos mover se quisermos :). Não foi difícil graças ao berbequim!

construção da caixa usando como base uma palete



na primeira camada colocámos ramos

na segunda camada colocámos folhas e na terceira camada ramos triturados

este triturador transforma galhos, folhas, ramos, restos de vegetais em material orgânico pronto a ser utilizado!

por fim colocámos terra! esta foi a caixa que eu e o Eric construímos, não a mais bonita mas resistente!
a quem tenha mais habilidade para trabalhos com madeira ;)
plantámos flores e ervas aromáticas com propriedades medicinais, como a minha preferida Calendula
as criancas sao óptimas trabalhadoras ;) elas gostam muito de ajudar

5.10.12

SEED is the word!

"A partir de 2 de Outubro, aniversário de Gandhi, até dia 16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação, será celebrada a Quinzena de Acção pelas Sementes Livres, com eventos e acções de protesto, partilha e celebração da liberdade da semente por todo o mundo. Em Portugal, a Campanha pelas Sementes Livres apelou à organização de eventos locais, desde trocas de sementes e conhecimentos tradicionais e oficinas de preservação de sementes de variedades tradicionais, passando por trabalho comunitário em hortas, debates sobre o estado crítico da semente e sementeiras livres, até encontros de defensores de sementes e a declaração de zonas de sementes livres."
Eventos em Portugal
Relatorio Civico Global sobre a Liberdade da Semente
Colher para Semear

2.11.11

SEED SAVERS TOUR 2011 - Digressão pelas Sementes Livres



No próximo dia 4 de Novembro, Portugal receberá a visita dos Seed Savers da Austrália, Michel e Jude Fanton, precursores da consciência global pela preservação das sementes e da sua divulgação junto dos permacultores e horticultores por todo o mundo. Ao longo de 10 dias partilharão os seus conhecimentos de permacultura e preservação de sementes locais em eventos espalhados de norte a sul do país.

Programa SEED SAVERS TOUR, 4 a 13 de Novembro 2011

4 a 6 de Novembro, São Brás de Alportel, Algarve: Encontro anual da Semente da Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais, a Colher para Semear, com projecção do filme de Michel e Jude Fanton “As Nossas Sementes” (ver sinopse em baixo) seguida de conversa informal no dia 4 pelas 20.30h.

8 de Novembro - 16-18 h, Escola Casa Verdes Anos, Monsanto, Lisboa:Oficina para pais e professores facilitada por Michel e Jude Fanton sobre hortas em escolas.

Inscrições através do email casaverdesanos@gmail.com. Para apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 5 euros.


9 de Novembro - 11-13 h, Horta do Monte, Graça, Lisboa: Oficina para hortelões e interessados facilitada por Michel e Jude Fanton sobre preservação de sementes tradicionais e a criação de redes locais de sementes.

Inscrições através do email sementeslivres@gaia.org.pt. Para apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 3 a 5 euros.

9 de Novembro – 19 h, Auditório da Faculdade de Belas Artes (UL), Lisboa: Projecção pública do filme “As Nossas Sementes”, seguida de debate com Michel e Jude Fanton e oradores convidados.

Para apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 3 euros.

9 de Novembro - a partir das 22 h, no Bartô, Costa do Castelo, Lisboa:Festa benefit "Save Our Seeds - SOS Sementes!", ao som dos Soundclowns,para apoiar a Seed Savers Tour!


10 de Novembro – 15-20 h, Horta do Botânico, Coimbra:

15-17 h: Oficina de sementes com vários especialistas portugueses de sementes e os "seed savers" Michel e Jude Fanton. Contribuição de 5 € (estudantes 3 €).

17-19 h: Oficina de culinária “sementes na mesa”, seguida de jantar convívio com os resultados da oficina. Contribuição de 10 € (estudantes 6 €).

Contribuição para quem faz as 2 oficinas: 12,50 € (estudantes 8 €). Contacte a organização se quer participar mas não tem possibilidade nenhuma de contribuir financeiramente.


Sessão organizada pelo Jardim Botânico e o Grupo Transição Coimbra. Inscrições através do email transicaocoimbra@gmail.com

10 de Novembro – 20.30 h, Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra:Projecção pública do filme “As Nossas Sementes”, seguida de debate com os Fanton e oradores convidados.

Sessão organizada pelo Jardim Botânico, o Grupo Transição Coimbra e o Centro de Estudos Sociais.

12 e 13 de Novembro, Jardim Botânico, Coimbra: Curso de Introdução à Permacultura, facilitado pelo Maurício Umann d'O Fojo, co-facilitado entre outros por Michel e Jude Fanton e Annelieke van der Sluijs. Programa especial de Sábado à noite: Jantar e Tertúlia sobre a Soberania da Semente com a Campanha pelas Sementes Livres.

Curso organizado pelo Jardim Botânico, o Grupo Transição Coimbra e O Fojo com apoio da Campanha pelas Sementes Livres. Ver o cartaz aqui.


Inscrições para o curso ou apenas para a sessão de Sabado até 10 Novembro através de transicaocoimbra@gmail.com

*O investimento (ético) do curso de Permacultura e os donativos em todas as outras sessões reverterão para apoiar a vinda dos Seed Savers a Portugal.*


Para mais informações contactem sementeslivres@gaia.org.pt

21.2.11

sementes livres!

Em 2011 a Comissão Europeia vai propor uma nova regulamentação relativa à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. As novas regras, a serem aprovadas, sobrepor-se-ão às leis nacionais de cada estado-membro, podendo vir a limitar drasticamente a livre circulação de sementes, impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas, onde se incluem muitos milhares de variedades tradicionais, a herança genética vegetal da Europa.
Com esta nova lei, a Comissão Europeia pretende satisfazer os pedidos repetidos da indústria de sementes, que nas últimas décadas assumiu os contornos de um oligopólio, com dez empresas – gigantes da agro-química – a controlar actualmente metade do mercado mundial das sementes comerciais e a quase totalidade do mercado das sementes transgénicas. A indústria de sementes considera que a prática de guardar sementes e a produção de variedades não registadas constituem concorrência 'desleal'. Ao eliminar esta concorrência, sob pretexto de criar um mercado 'justo' e da protecção da saúde pública, as grandes empresas de sementes preparam-se para cobrar direitos aos cerca de 75% de agricultores no mundo que ainda guardam e utilizam as suas próprias sementes.
Durante milhares de anos agricultores pelo mundo fora têm contribuído para a adaptação e melhoramento das plantas para produzir os nossos alimentos. Estas plantas constituem uma fonte insubstituível de recursos genéticos para assegurar o continuado acesso a alimentos, tecidos e medicamentos. A biodiversidade agrícola é um dos pilares da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável e já viu um decréscimo de 50% desde os anos sessenta, com a intensificação da produção agrícola, favorecendo as monoculturas e o uso excessivo de agro-químicos.
A tendência da privatização das sementes, que se iniciou com a autorização de patentes sobre formas de vida, e que a prevista Lei das Sementes vem reforçar, constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão dominar, entre outras, as variedades transgénicas.
Junta-te à Campanha pelas Sementes Livres
Dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa estão a pedir activamente que o direito de produzir sementes permaneça nas mãos dos agricultores e horticultores. As sementes de cultivo são um bem comum, criado por acções humanas ao longo de milénios. Devem permanecer no foro público e sob condições algumas entregues para a exploração exclusiva da indústria de sementes.
Ajuda-nos a inverter o rumo da legislação sobre sementes e a apoiar a biodiversidade agrícola e a agricultura tradicional, com informação on e offline, seminários e campanhas de sensibilização, a dinamização de hortas guardiãs de sementes e feiras de troca de sementes tradicionais, nacionais e internacionais.
Vê mais sobre a Lei das Sementes e a Campanha Europeia pelas Sementes Livres AQUI.
Campanha pelas Sementes Livres
semear o futuro, colher a diversidade

GAIA | Plataforma Transgénicos Fora | Quercus
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