Chegar à praia de manhã, quando ainda não há quase ninguém. Ouvir o mar, sentir o ar salgado entrar pelos pulmões e absorver Sol como uma esponja. Isto dá-me vida. E não precisamos de ir longe, Portugal tem tudo isto e mais!
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11.7.15
férias: praia do Loulé Velho
Chegar à praia de manhã, quando ainda não há quase ninguém. Ouvir o mar, sentir o ar salgado entrar pelos pulmões e absorver Sol como uma esponja. Isto dá-me vida. E não precisamos de ir longe, Portugal tem tudo isto e mais!
1.10.14
Eslovénia
Este pequeno país da ex-Jugoslávia não é muito conhecido por muitos de nós. Mas há boas razoes para ficar a conhecer. Durante 10 dias podemos descobrir um pouco a Eslovénia. Encontramos uma mistura interessante de culturas. A influencia da Áustria pela história do império Austro-húngaro e pela paisagem dos Alpes. E a influencia mediterranea, que podemos ver na boa disposição e nos inúmeros cafés que se espalham pelas vilas e cidades. A cultura do café (bica, expresso, cimbalino) faz-se notar.
As 3 coisas que mais gostei? A natureza (montanhas e lagos de água cristalina), os cafés e os legumes e vegetais frescos. Pareceu-me que os hobbies favoritos dos eslovenos, além de passar tempo no café, são praticar desporto e plantar as suas hortas. Uma visita recomenda-se!
As 3 coisas que mais gostei? A natureza (montanhas e lagos de água cristalina), os cafés e os legumes e vegetais frescos. Pareceu-me que os hobbies favoritos dos eslovenos, além de passar tempo no café, são praticar desporto e plantar as suas hortas. Uma visita recomenda-se!
| Lago Bled - Eslovénia |
| Cascata Vintgar no Parque Nacional Triglav |
| Bolo tradicional de Bled com leite de creme e chantily - mmmmm |
| Casal de namorados na margem do Lago Bled - tão queridos! |
| Teleférico sobre o Lago Bohinj |
| Lago Bohinj |
| A linda Liubliana |
| Aqui há sempre tempo para um café |
| Mercado de Liubliana |
| café na margem do rio Liublianica |
3.10.12
o ultimo capitulo da nossa viagem
Seis meses passaram a correr! Entre montanhas, cafeeirais, vulcões, lagos, praias e selvas, aprendemos, rimos, vivemos e choramos as vezes... mas já estava na hora de voltar para casa (Europa). E na ultima semana não trabalhamos, quisemos ser turistas e aproveitar os últimos cartuchos da viajem latino-americana.
Começamos em Pedasi, um pequena vila junto ao mar. Para nos, que vivemos a maioria do tempo no campo, estava demasiado arranjada para turistas, principalmente surfistas e como nem eu nem o Eric surfamos, decidimos nadar para outras bandas. Rumo ao norte do pais, paramos em Santiago, uma cidade comercial com muitos restaurantes e hotéis chineses! Mas la encontramos um oásis, o hostal Veraguas, criado pela dona Lídia. Este cantinho e um lugar onde tudo e reutilizado e onde as plantas crescem em pequenos espaços. Reduzir, Reciclar e Reutilizar são as palavras de ordem, assim como a simpatia da Dona Lídia. David, a segunda maior cidade do Panamá, foi o destino seguinte. A escolha de lojas, supermercados e locais para gastar dinheiro foi assustadora. Mas precisávamos descansar e por 2 dias a alergia a cidade não nos incomodou. Seguimos para Boquete, uma linda vila nas montanhas, e aparentemente como o melhor café do mundo. Todos os anos realiza-se aqui a feira do café e das flores. Apesar desta feira ser em Janeiro, podemos ver os quintais floridos, as flores selvagens que crescem nas árvores e desfrutar de um bom café. Descanso e muitas caminhadas deram-nos a energia que precisávamos. Cruzamo-nos com muitos viajantes e também com indígenas da comarca de
Ngöbe-Buglé, os seus vestidos tradicionais coloridos enchem as ruas de vida.
Mas a cereja no topo do bolo foi mesma a cidade de Panamá e a surpresa que veio ter connosco. A cidade de Panamá e uma cidade de contrastes, por um lado tem o peso histórico e edifícios coloniais mais ou menos preservados, por outro os aranha-céus que fazem lembrar Miami ou Nova York. Nos ficamos em Casco Viejo, que como o nome indica e o bairro "velho" da cidade. Alguns dizem que e uma pequena Havana.
A melhor surpresa foi bater a porta do nosso hostel e ficou connosco 2 dias. O Eddy esta a viajar há mais de 7 anos! Nos últimos meses esteve na América Latina e eu fiquei muito contente por ter passado estes últimos dois dias com ele. Não sei quando e onde irei vê-lo outra vez, só Deus sabe!
Para o Eddy a próxima aventura será conseguir chegar a Colômbia.
Para nos a próxima aventura será conseguir viver e viajar na Europa de forma simples, sustentável e feliz!
Começamos em Pedasi, um pequena vila junto ao mar. Para nos, que vivemos a maioria do tempo no campo, estava demasiado arranjada para turistas, principalmente surfistas e como nem eu nem o Eric surfamos, decidimos nadar para outras bandas. Rumo ao norte do pais, paramos em Santiago, uma cidade comercial com muitos restaurantes e hotéis chineses! Mas la encontramos um oásis, o hostal Veraguas, criado pela dona Lídia. Este cantinho e um lugar onde tudo e reutilizado e onde as plantas crescem em pequenos espaços. Reduzir, Reciclar e Reutilizar são as palavras de ordem, assim como a simpatia da Dona Lídia. David, a segunda maior cidade do Panamá, foi o destino seguinte. A escolha de lojas, supermercados e locais para gastar dinheiro foi assustadora. Mas precisávamos descansar e por 2 dias a alergia a cidade não nos incomodou. Seguimos para Boquete, uma linda vila nas montanhas, e aparentemente como o melhor café do mundo. Todos os anos realiza-se aqui a feira do café e das flores. Apesar desta feira ser em Janeiro, podemos ver os quintais floridos, as flores selvagens que crescem nas árvores e desfrutar de um bom café. Descanso e muitas caminhadas deram-nos a energia que precisávamos. Cruzamo-nos com muitos viajantes e também com indígenas da comarca de
Ngöbe-Buglé, os seus vestidos tradicionais coloridos enchem as ruas de vida.
| cozinha outdoors no Hostal Veraguas |
| aloe vera no Hostal Veraguas |
| paisagem de Boquete |
| indígenas Ngöbe-Buglé |
Mas a cereja no topo do bolo foi mesma a cidade de Panamá e a surpresa que veio ter connosco. A cidade de Panamá e uma cidade de contrastes, por um lado tem o peso histórico e edifícios coloniais mais ou menos preservados, por outro os aranha-céus que fazem lembrar Miami ou Nova York. Nos ficamos em Casco Viejo, que como o nome indica e o bairro "velho" da cidade. Alguns dizem que e uma pequena Havana.
A melhor surpresa foi bater a porta do nosso hostel e ficou connosco 2 dias. O Eddy esta a viajar há mais de 7 anos! Nos últimos meses esteve na América Latina e eu fiquei muito contente por ter passado estes últimos dois dias com ele. Não sei quando e onde irei vê-lo outra vez, só Deus sabe!
Para o Eddy a próxima aventura será conseguir chegar a Colômbia.
Para nos a próxima aventura será conseguir viver e viajar na Europa de forma simples, sustentável e feliz!
| Casco Viejo, Panamá |
| skyline, cidade de Panamá |
| pequeno-almoço no aniversário do Eddy |
| o Eddy ensinou-nos a fazer flores com latas |
18.5.12
viajante sustentável
Vivemos num mundo globalizado... não sei muito bem explicar este termo ou se o compreendo totalmente. Mas com certeza um reflexo desse mundo globalizado são as viagens que fazemos. Viajar tornou-se tão banal e para algumas pessoas é mesmo um estilo de vida (nos últimos anos tem sido para mim). Nestes últimos 2 meses conhecemos pessoas que estão a viajar pelo mundo há mais de um ano, alguns dizem que vão fazer uma pausa no Natal para estar com a família :)
Li algures que "viajar é das poucas coisas em que se pode gastar dinheiro que realmente nos deixa mais ricos." Mas viajar também pode ter um impacto negativo, principalmente no ambiente e comunidades locais. Não é preciso ir muito longe, basta pensar em algumas vilas algarvias e isso acontece em quase todo o mundo. Há um grande risco no turismo globalizado, o risco da perda de autenticidade.
Mas acredito que é possível viajar e ter um impacto positivo (em nós e nos outros). Há algumas "regras" que tento seguir (seja no estrangeiro ou em Portugal):
Em Nicarágua o turismo não está muito desenvolvido mas nos lugares em que estivemos encontramos sempre um projecto que vale a pena apoiar porque beneficiam o ambiente e a comunidade local:
Léon - hostel Sonati, um hostel sem fins lucrativos, todos os lucros beneficiam a educação ambiental de crianças das comunidades locais. Um lugar com muitas ideias para reutilizar materiais.
Esteli - Café Luz y Hospedaje Luna, um café e um hostel sens fins lucrativos que apoiam projectos nas comunidades locais, é possível comprar legumes biológicos e encontrar um bom mix de viajantes e locais.
Matagalpa - Café Girassol, um café sens fins lucrativos que apoia o trabalho com crianças com deficiências, têm um centro de educação para crianças com necessidades especiais, um projecto único na America Latina.
Granada - Café de las Sonrisas, criado pela ONG Tio Antonio, um café gerido inteiramente por pessoas surdo-mudas, aqui a linguagem é o sorriso :)
Isla de Ometepe - El Zopilote, quinta ecológica, hostel e pizzeria.
Há mais projectos mas estes foram os que visitei e posso recomendar.
Li algures que "viajar é das poucas coisas em que se pode gastar dinheiro que realmente nos deixa mais ricos." Mas viajar também pode ter um impacto negativo, principalmente no ambiente e comunidades locais. Não é preciso ir muito longe, basta pensar em algumas vilas algarvias e isso acontece em quase todo o mundo. Há um grande risco no turismo globalizado, o risco da perda de autenticidade.
Mas acredito que é possível viajar e ter um impacto positivo (em nós e nos outros). Há algumas "regras" que tento seguir (seja no estrangeiro ou em Portugal):
- Não deitar lixo no chão, reciclar sempre que possível (parece óbvio mas não é raro ver garrafas de coca-cola em áreas protegidas)
- Não alimentar a vida selvagem (o macaquinho não vai morrer se não lhe der a bolacha, ele vai morrer se o seu habitat natural desaparecer)
- Comprar em mercados locais em vez de supermercados.
- Não comprar produtos em vias de extinção (carapaças de tartaruga, corais, peles e penas, madeiras exóticas)
- Comunicar com as pessoas que vivem nos locais, saber o que se passa, o que gostam, o que os preocupa.
- Usar meios de transporte públicos (não gosto de taxis)
- Voluntariado
Em Nicarágua o turismo não está muito desenvolvido mas nos lugares em que estivemos encontramos sempre um projecto que vale a pena apoiar porque beneficiam o ambiente e a comunidade local:
Léon - hostel Sonati, um hostel sem fins lucrativos, todos os lucros beneficiam a educação ambiental de crianças das comunidades locais. Um lugar com muitas ideias para reutilizar materiais.
Esteli - Café Luz y Hospedaje Luna, um café e um hostel sens fins lucrativos que apoiam projectos nas comunidades locais, é possível comprar legumes biológicos e encontrar um bom mix de viajantes e locais.
Matagalpa - Café Girassol, um café sens fins lucrativos que apoia o trabalho com crianças com deficiências, têm um centro de educação para crianças com necessidades especiais, um projecto único na America Latina.
Granada - Café de las Sonrisas, criado pela ONG Tio Antonio, um café gerido inteiramente por pessoas surdo-mudas, aqui a linguagem é o sorriso :)
Isla de Ometepe - El Zopilote, quinta ecológica, hostel e pizzeria.
Há mais projectos mas estes foram os que visitei e posso recomendar.
| Café de las Sonrisas - Granada, Nicarágua |
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