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21.1.12

Manifesto 2012

"Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos." Luís de Camões
Foto Eric Conrath @ Porto
Para mim parece que o ano só começou esta semana. Depois de começar o ano no encontro de jovens Taize em Berlim, passei uma semana na Alemanha e depois um fim-de-semana no Porto para conhecer o mais recente membro do clã Vicente, a minha linda sobrinha Ema! Ter a Ema nos meus braços e olhar para o meu sobrinho Shaheer deu-me esperança. Uma nova geração está a crescer!

Eis o que tenho pensado para 2012, o que gostava de realizar e ver manifesto no mundo:
1. Confiar. Um dos pontos-chave da mensagem do irmão Alois (ler carta). Lembro-me de algo que ouvi e que quero que continue a ecoar em 2012 "quando confiamos em alguém, mostramos que acreditamos nessa pessoa e relembramos que ela foi criada para mais do que se pode ver." Mas para mim o mais difícil é mesmo confiar em mim, acreditar que eu posso ser e fazer mais.
2. Abraçar a simplicidade. Eu escolhi viver uma vida simples, focar naquilo que é essencial (para mim os relacionamentos) e não no supérfluo. Mas às vezes dou por mim a querer mais do que preciso (aquelas sandálias tão giras ou aquele creme biológico) e a ficar frustrada por não poder ter.
3. Desperdiçar menos. Menos tempo no facebook, mais tempo a ler (livros de preferência). Menos comida, mais qualidade. Menos compras, mais reutilização.
4. Dar mais mimo. Depois de no ano passado ter feito um workshop de Indian Head Massage no Espaço dos Girassóis, quero aprender mais técnicas de massagem para poder mimar amigos e família.
5. Continuar a viajar. 2011 foi o ano das viagens a Leste: Moldávia, Roménia, Ucrânia e Hungria. Espero que 2012 seja mais a Sul.
6. Resistência pacífica. Na Moldávia tive oportunidade de ir a muitas manifestações. Desde que cheguei a Portugal já fui a algumas mas acredito que a melhor forma de resistir a um sistema injusto é mesmo pensar e viver de maneira diferente. Há muitas iniciativas a acontecer em Portugal, basta dar uma vista de olhos pela rede de Transição e Permacultura.

t-shirt da plataforma 15 de Outubro

Tudo de bom para 2012 e que possamos aprender com as coisas menos boas.

23.11.10

de criança-soldado a mãe-leoa

Na sexta-feira passada tive o privilegio de assistir ao testemunho da China Keitetsi, uma ugandensa que viveu 10 anos num inferno, foi criança-soldado no Exército de Resistência Nacional. O que mais me impressionou não foi a tragédia, não foram os abusos, nem a sua descrição do medo que sentia diariamente, o que mais me impressionou foi a descrição da nova vida que tem agora. Talvez só quem tenha passado pelo "inferno" saiba realmente o que é o "paraíso". "É como se tivesse nascido outra vez", disse ao descrever a sua libertação emocional depois de se ter refugiado na Dinamarca e ter começado a caminhada de activista dos direitos humanos. A China tem 2 filhos fruto das violações que sofreu no Uganda mas só veio a aprender a ser mãe anos depois, quando engravidou de Aisha (que também acompanhou nas conferências que deu em Portugal). Agora a família está reunida e ela quer lutar pelas crianças-soldado e por aqueles que andaram de arma na mão enquanto crianças. Muitos dos seus camaradas morreram em combate, outros não sobreviveram ao terror e suicidaram-se ou perderam-se no álcool e nas drogas. A China lutou pela sua vida, sobreviveu e hoje vive e luta por muitas vidas. Mas ela diz que é igual a nós, tem os mesmos medos, sonhos, lutas... os seus heróis são as mães africanas, mães que não sabem qual vai ser a próxima refeição, que não sabem o que fazer se os filhos adoecerem mas que defendem os seus filhos como leoas. "As mães são o vosso tesouro" dizia. Diante da sua força e coragem penso: "tenho de continuar a lutar pelos meus sonhos, quero ser parte da mudança, quero salvar uma menina que seja porque essa menina pode ser uma luz como a China."
capa do livro "Child Soldier" escrito por China Keitetsi

26.9.10

resiliência

O que tenho aprendido ultimamente está relacionado com esta palavra...

resiliência
(inglês resilience)
s. f.
1. Fís. Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.
2. Fig. Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.
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